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Título : Implementação do ensaio cometa para quantificação de dano e reparo do DNA em linfócitos humanos expostos à radiação gama
Autor : PINTO, João Emanuel Firmo
Palabras clave : Biodosimetria; Ensaio cometa; Radiação gama
Fecha de publicación : 26-ago-2025
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : PINTO, João Emanuel Firmo. Implementação do ensaio cometa para quantificação de dano e reparo do DNA em linfócitos humanos expostos à radiação gama. 2025. Dissertação (Mestrado Tecnologias Energéticas e Nucleares) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Resumen : Embora a radiação ionizante seja amplamente aplicada em áreas como medicina e indústria, seu potencial de induzir danos expressivos ao DNA celular ressalta a importância do monitoramento biológico como estratégia de radioproteção.Dentre as técnicas biodosimétricas disponíveis, o ensaio cometa alcalino destaca-se pela sua sensibilidade na detecção de quebras no DNA a nível individual, embora sua eficácia dependa da padronização de protocolos para diferentes contextos experimentais. Diante disto, o presente trabalho teve como objetivo implementar a técnica do ensaio cometa para avaliar o dano e a cinética de reparo do DNA em linfócitos humanos expostos à radiação gama de cobalto-60 (Co-60), além de investigar danos oxidativos ao DNA por meio da utilização do ensaio cometa modificado. Para tal, linfócitos isolados de sangue periférico humano foram irradiados com doses absorvidas de 2 e 4Gy numa fonte de Co-60 e analisados por meio do ensaio cometa. Os resultados indicaram um dano agudo e dose-dependente ao DNA. Para a dose de 2 Gy, o Índice de Dano (ID) médio reduziu de 29,58 ± 5,55 (tempo 0) para 11,17 ± 4,23 (60 min), enquanto para 4 Gy, a redução foi de 48,67 ± 4,78 para 26,00 ± 3,36 nos mesmos intervalos de tempo, sendo a dose de 2 Gy a que apresentou maior eficiência de reparo. A aplicação do ensaio cometa modificado utilizando a enzima FPG em amostras irradiadas com 4 Gy, demonstrou um aumento significativo de dano, confirmando a presença de lesões oxidativas não detectáveis pelo método padrão. Portanto, conclui-se que a metodologia implementada é reprodutível, sensível e adequada para detectar a cinética de reparo em curtos intervalos de tempo, e que o protocolo padronizado poderá ser aplicado em futuros estudos de radiossensibilidade, biomonitoramento ocupacional e avaliação de exposições ambientais à radiação ionizante.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66890
Aparece en las colecciones: Dissertações de Mestrado - Tecnologias Energéticas e Nucleares

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