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Título : Taxonomia integrativa de camarões-de-estalo do gênero Synalpheus Spence Bate, 1888 (Decapoda: Alpheidae) do Nordeste do Brasil
Autor : SILVA, Pedro Henrique da Paixão e
Palabras clave : Camarões carídeos; Arquipélago de Fernando de Noronha; Gene 16S; Novos registros; Camarões associados a esponja
Fecha de publicación : 7-ago-2025
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : SILVA, Pedro Henrique da Paixão e. Taxonomia integrativa de camarões-de-estalo do gênero Synalpheus Spence Bate, 1888 (Decapoda: Alpheidae) do Nordeste do Brasil. 2025. Tese (Doutorado em Biologia Animal) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Resumen : Os camarões-de-estalo do gênero Synalpheus formam um dos grupos mais numericamente abundantes e taxonomicamente diversos a habitar recifes de coral ao redor do mundo. Grande parte de sua diversidade conhecida encontra-se no Mar do Caribe, onde uma série de estudos sobre o grupo vem sendo realizados ao longo das últimas décadas. No Brasil, estudos sobre o gênero iniciaram com Spence Bate (1888), passando por vários outros. Uma série de estudos aponta a necessidade de revisão taxonômica devido ao reconhecimento de complexos de espécies e possíveis espécies crípticas no gênero. A presente tese está dividida em três capítulos que têm por objetivo revisar taxonomicamente os camarões do gênero Synalpheus no litoral do Nordeste do Brasil com o uso de uma abordagem integrativa. No primeiro capítulo, que objetivou elaborar um checklist com as espécies de Synalpheus no Nordeste do Brasil, um total de 1010 indivíduos de 26 espécies foram analisadas, havendo seis novos registro para o Atlântico Sul Ocidental (S. barahonensis, S. belizensis, S. brevidactylus, S. corallinus, S. hoetjesi e S. kensleyi) e treze extensões de distribuição/novos registros (S. agelas, S. androsi, S. antillensis, S. dardeaui, S. fritzmuelleri, S. hemphilli, S. herricki, S. pandionis, S. ruetzleri, S. tenuispina, S. townsendi, S. ubatuba e S. yano) para a região, bem como a exclusão de registros duvidosos (S. filidigitus, S. longicarpus, S. paraneptunus e S. rathbunae). Com isso, a diversidade conhecida de Synalpheus para a região Nordeste passou de 27 para 29 espécies, enquanto a do Brasil foi de 29 para 31 espécies. No segundo capítulo, duas novas espécies de Synalpheus foram descritas baseadas em dados morfológicos e moleculares (gene 16S). Synalpheus sp. nov. 1 é morfologicamente semelhante a S. herricki, com uma diferenciação molecular de 5% entre os marcadores utilizados, enquanto Synalpheus sp. nov. 2 é similar morfologicamente a S. ruetzleri, com uma diferenciação molecular de 4–5% entre os marcadores utilizados. O terceiro capítulo visou avaliar o grau de estruturação populacional da espécie S. hoetjesi do Brasil e do Mar do Caribe, onde as análises de Máxima Verossimilhança, número, rede e diversidade haplotípicas, diversidade nucleotídica e variação genética usando o gene Citocromo Oxidase I, mostraram estruturação entre ambas populações. Os resultados desse estudo mostram a importância de abordagens integrativas para estudos sistemáticos e taxonômicos dentro do gênero.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66848
Aparece en las colecciones: Teses de Doutorado - Biologia Animal

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