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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6521
Título: Caracterização Biofaciológica e Paleoambiental com Base em Foraminíferos do Quaternário Superior na Bacia de Campos, sudeste do Brasil
Autor(es): Holanda de Oliveira, David
Palavras-chave: Biofaciológica;Paleoambiente;Foraminíferos;Bacia de Campos
Data do documento: 2007
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Holanda de Oliveira, David; Magnólia Franca Barreto, Alcina. Caracterização Biofaciológica e Paleoambiental com Base em Foraminíferos do Quaternário Superior na Bacia de Campos, sudeste do Brasil. 2007. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Geociências, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2007.
Resumo: O objetivo geral deste trabalho é obter uma caracterização biofaciológica e paleoambiental dos foraminíferos recentes e sub-recentes da Bacia de Campos, através da avaliação faunística de foraminíferos bentônicos e análise de isótopos estáveis de ?18O das carapaças de foraminíferos planctônicos. As amostras, cedidas pela PETROBRAS, foram coletadas através de um amostrador do tipo box-core sob as isobatas de 1050 (amostra A), 1350 (amostra B), 1650 (amostra C) e 1950 (amostra D) no talude médio a inferior do campo Marlim Lesteda Bacia de Campos, RJ. Em laboratório as amostras forma lavadas e colocadas para secar em estufa, após a secagem, sob lupa binocular, os foraminíferos foram triados, classificados e analisados estatisticamente. Para estudos bioestratigráficos e paleoclimáticos foi feita a análise dos foraminíferos planctônicos, sendo escolhidas espécies diagnósticas de biozonas quaternárias e indicadoras de águas quentes (Globorotalia menardii) e frias (Globorotalia truncatulinoides). Foi realizada a análise de isótopos estáveis de oxigênio (?18O) extraído das carapaças de foraminíferos planctônicos (exclusivamente da espécie Globigerinoides rubber) de todas as amostras estudadas. Foram identificadas 253 espécies de foraminíferos bentônicos sendo as espécies mais abundantes Uvigerina peregrina, Globocassidulina sp., Brizalina sp., Cibicides refulgens, Cibicidoides robertisonianus. Foi observado que com o aumento da profundidades cresce o número de espécies de foraminíferos aglutinantes e caí o número de foraminíferos calcários. Isso está relacionado com a linha de compensação de carbonato de cálcio, que limita consideravelmente a distribuição dos foraminíferos calcários e com isso abre espaço para os foraminíferos aglutinantes. Através da bioestratigrafia de foraminíferos planctônicos e das análises isotópicas, foi possível determinar o limite Pleistoceno/Holoceno na amostra A sob a profundidade de 1050 m e no intervalo de 15 a 20 cm no testemunho que durante o Pleistoceno teve a distribuição da Globorotalia menardii (indicadora de águas quentes) quase zero com uma abundância bastante significativa da Globorotalia truncatulinoide (indicadora de águas frias). No Holoceno essa situação se inverte, com pouca abundância da Globorotalia truncatulinoide e um número bastante significativo da Globorotalia menardii. Atrvaés disso foi possível identificar as zonas Y (Pleistoceno) e Z (Holoceno) de Ericson & Wollin, (1953). Os resultados obtidos da análise isotópica reforçam ainda mais a identificação do limite Pleistoceno/Holoceno na amostra A , isso porque, nos intervalos que representam o Pleistoceno, o valor médio do isótopo de ?18O foi de 0,49% indicando que o carbonato foi precipitado em um ambiente frio, característico dessa época. No Holoceno o valor médio de ?18O foi de -1,01%, resultado de carbonato precipitado em águas com temperaturas mais elevadas. A média dos valores de isótopos ?18O, nas amostras foi de 1,54% para amostra B , de 1,57% para amostra C e de 1,91% para amostra D , todas classificadas dentro de estágio isotópico 1, isto é, no Holoceno. A amostra A foi a única que foi possível identificar os estágios isotópicos 2 e 1, correspondente ao Pleistoceno e Holoceno. Em todas as amostras foi possível observar um pico diferenciado no valor de ?18O, onde acredita-se está correlacionado com algum evento paleoclimático de aumento de temperatura durante o Holoceno médio. Através da taxa de sedimentação holocênica, de 1,10 a 1,36 cm p/1.000 anos, da amostra A foi possível estimar uma data entre 3.670 a 4.544 anos para esse evento, o qual coincide historicamente com um período de aquecimento global, chamado pelos pesquisadores de idade hipistérmica ou ótimo climático
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6521
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Geociências

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