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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6415
Título: Biorremediação de solo argiloso contaminado por hidrocarbonetos poliaromáticos provenientes de derrame de óleo diesel
Autor(es): SPINELLI, Alessandra Carla Oliveira Chagas
Palavras-chave: Biorremediação; HPAs; Sorção; Solo argiloso
Data do documento: 2007
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Carla Oliveira Chagas Spinelli, Alessandra; Santos de Lima, Edmilson. Biorremediação de solo argiloso contaminado por hidrocarbonetos poliaromáticos provenientes de derrame de óleo diesel. 2007. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Geociências, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2007.
Resumo: O óleo diesel tem sido usado amplamente no mundo inteiro, mas tem se tornado um dos mais comuns poluentes orgânicos do solo devido a vazamento de tanques de armazenamento e derrames acidentais. No Estado de Pernambuco, localizado no Nordeste do Brasil, existem evidências de contaminação por petroderivados por causa de vazamentos de postos de combustíveis. A preocupação tornou-se maior em função do crescimento da indústria petroquímica com a construção de uma refinaria de petróleo com capacidade de 200 mil barris diários, 60% dos quais serão de óleo diesel (operação prevista para 2011). O solo argiloso é muito comum no território brasileiro e em decorrência de suas características pedológicas e físico-químicas específicas é bastante utilizado como selante natural em postos de combustíveis e em aterros de áreas industriais. Entretanto, o solo argiloso é pouco estudado em relação aos tratamentos de biorremediação, além de pouco se conhecer sobre o comportamento sortivo de solos tropicais e das variáveis capazes de alterá-lo. O objetivo da presente pesquisa foi avaliar a eficiência de remoção de hidrocarbonetos poliaromáticos (HPAs) de um solo argiloso contaminado experimentalmente por óleo diesel através da comparação de diferentes técnicas de biorremediação. As técnicas de biorremediação testadas foram: Landfarming (LF), acréscimo de ar por revolvimento manual; Bioestímulo (BE), com acréscimo de nutrientes; e, Bioestímulo mais Bioaumento (BEBA), com acréscimo de nutrientes e microrganismos. Os experimentos de remoção foram conduzidos associados ao estudo do comportamento sortivo do solo e de possíveis alterações promovidas pelo uso de biotratamentos durante o período experimental (129 dias). Os 16 Hidrocarbonetos Poliaromáticos (HPAs) prioritários, indicados pela Agência Ambiental Americana, United States Environmental Protection Agency (USEPA), foram utilizados como principal parâmetro de avaliação dos tratamentos de biorremediação. O naftaleno, um dos 16 HPAs, foi utilizado como referência para avaliação de alterações sortivas do solo. O solo estudado foi identificado como um argissolo, tendo a caulinita como argilomineral característico. Bons resultados foram obtidos em todos os tratamentos e a opção por um desses tratamentos pareceu depender da finalidade desejada. Eficiência da remoção de O&G de 59%, 77% e 80% foi obtida em LF, BE e BEBA, respectivamente, indicando que o acréscimo de nutrientes e microrganismos (BEBA) tornou mais eficiente o tratamento. Também se observou dois padrões de remoção de O&G: um com taxa de remoção mais rápida nos primeiros 24 dias (P24) de experimento e outro com taxa mais lenta nos últimos 105 dias (U105). Os parâmetros cinéticos de ordem zero obtidos em P24, expressos por μg de O&G.g-1.dia-1, foram iguais a 0,89 para LF; 1,10 para BE e 1,21 para BEBA. Os valores em U105 foram 97%; 96% e 97% menores do que aqueles obtidos em P24, para LF, BE e BEBA, respectivamente. A eficiência de remoção dos HPAs totais foi de 87%, 89% e 87% no final do período experimental (129 dias), para LF, BE e BEBA, respectivamente. Aparentemente, não foi constatada diferença significativa entre as técnicas de tratamento usadas. A mais rápida remoção dos poliaromáticos ocorreu nos primeiros 17 dias (P17) e a mais lenta nos últimos 112 dias (U112). Neste caso, os parâmetros cinéticos de ordem zero foram iguais a 4,48 μg.g-1.dia-1 para LF; 4,62 μg.g-1.dia-1 para BE e 4,71 μg.g-1.dia-1 para BEBA. No segundo intervalo (112 dias), os parâmetros cinéticos também foram 97%; 97% e 98% inferiores do que aqueles obtidos em P17, para LF, BE e BEBA, respectivamente. No entanto, a análise dos HPAs individuais mostrou haver diferença entre os tratamentos de acordo com o composto investigado. Para o fenantreno os tratamentos BE e BEBA apresentaram eficiência de remoção em torno de 88%, enquanto que para LF a eficiência de remoção foi de 79%. O benzo(a)pireno (BaP) foi removido com eficiência de 95% em BEBA, 91% em LF e 83% em BE. A menor concentração de BaP foi igual a 0,26 mg/g em BEBA. A redução significativa na velocidade de remoção no segundo intervalo de tempo para O&G, ΣHPAs e HPAs individuais pode ser atribuída, entre outros aspectos, a acumulação de intermediários tóxicos que podem ter interferido negativamente na atividade de degradação promovida pelos microrganismos. Os níveis de toxicidade se mantiveram altos, especialmente, para os tratamentos BE e BEBA até o fim do período de incubação. Quanto à capacidade sortiva do solo, esta se manteve praticamente constante em LF e foi reduzida ao longo do tempo de experimento em BE e BEBA, o que deve ter promovido nesses tratamentos maior disponibilidade dos contaminantes (O&G, HPAs), visto pelos significativos níveis de remoção alcançados. Desse modo, conclui-se que, de maneira geral, o acréscimo de nutrientes (BE) foi muito promissor entre os tratamentos testados para remoção da contaminação proveniente do óleo diese
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6415
Aparece na(s) coleção(ções):Teses de Doutorado - Geociências

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