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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/4729
Título: Trajetórias de longevidade escolar em famílias negras e de meios populares (Pernambuco,1950-1970)
Autor(es): Cristina Da Silva, Fabiana
Palavras-chave: Longevidade Escolar;Escolarização de Famílias Negras;História da Educação
Data do documento: 2005
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Cristina Da Silva, Fabiana; Maria De Oliveira Galvão, Ana. Trajetórias de longevidade escolar em famílias negras e de meios populares (Pernambuco,1950-1970). 2005. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2005.
Resumo: O trabalho teve como objetivo principal identificar, descrever e analisar as condições que possibilitaram filhos de famílias negras de meios populares alcançarem uma certa longevidade escolar em Pernambuco, no período de 1950 - 1970. Nesse sentido, buscou-se compreender como filhos de pais analfabetos ou semialfabetizados conseguiram superar as expectativas das gerações anteriores chegando ao ensino secundário e/ou superior no período estudado. Nesse momento histórico, as taxas de escolarização referentes a esses níveis de ensino eram bastante baixas, principalmente nos meios populares. A pesquisa baseou-se em estudos realizados nos campos da Sociologia da Educação, da Nova História Cultural, da Micro-História e da História da Cultura Escrita, que destacaram algumas condições e fatores que contribuem para uma maior intimidade com a escola e/ou com a leitura e a escrita de indivíduos de famílias não "herdeiras". Duas famílias com as características acima citadas constituíram o objeto desta pesquisa. Os depoimentos orais, realizados sob os pressupostos da história oral, constituíram a principal fonte do trabalho. Observamos que existiram condições propiciadas pela família, pela escola e por outros fatores externos que possibilitaram a longevidade escolar desses indivíduos. Na instância familiar, destacaram-se, como fatores importantes nesse processo, o permanente acompanhamento da família, sobretudo o papel fundamental ocupado pela mãe; o papel dos irmãos mais velhos; a rotina diária doméstica que privilegiava o estudo. Em relação à escola, constatamos o papel desempenhado pelas instituições escolares em cada nível de ensino; a antecipação à escolarização; a adequação do sujeito ao mundo escolar; a construção de uma auto-estima positiva. Em relação a outros fatores externos, analisamos o papel da inserção na cultura urbana nesse processo educativo (a existência e a freqüência a bibliotecas e cinemas); o lugar da religião; a presença de um indivíduo externo ao núcleo familiar. Este estudo possibilitou compreender melhor a própria formação do indivíduo, em instâncias diversas, como um ser social capaz de superar limites e barreiras que tornariam improváveis o seu acesso e a sua permanência no sistema escolar, em um período histórico em que níveis superiores de ensino não tinham as pessoas de meios populares como principal público
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/4729
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Educação

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