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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/417
Título: O zooplâncton como indicador da qualidade ambiental do Parque dos Manguezais de Pernambuco
Autor(es): SANTOS, Diana Andrade dos
Palavras-chave: Zooplâncton; Manguezal Qualidade ambienta; Parque dos manguezais; Bacia do Pina
Data do documento: 31-Jan-2008
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Andrade dos Santos, Diana; Schwamborn, Ralf. O zooplâncton como indicador da qualidade ambiental do Parque dos Manguezais de Pernambuco. 2008. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2008.
Resumo: Estudos sobre a comunidade zooplanctônica foram realizados na região do Parque dos manguezais, Bacia do Pina, Recife-PE, com os objetivos de identificar e avaliar a comunidade zooplanctônica como indicadora da qualidade ambiental. Foi analisado um total de 48 amostras, 24 coletadas com rede de 300 μm (mesozooplâncton) e 24 oriundas da rede de abertura de malha de 64 μm (microzooplâncton), respectivamente, obtidas em três estações fixas. Foram realizados arrastos horizontais superficiais, em coletas diurnas. Foram identificados 39 taxa para a rede de 64μm e 54 taxa para a rede de 300μm. Para rede de 64μm, os valores de densidade total da comunidade zooplanctônica foram mais altos em baixa-mar, em maré de sizígia durante o período chuvoso, e para a rede 300μm os maiores valores foram observados em baixa-mar em maré de sizígia durante o período seco. A biomassa média foi de 329,8 mg/m3 e de 326,7 mg/m3 para as redes de 64μm e 300μm, respectivamente, contendo uma quantidade considerável de sedimentos. O microzooplâncton foi dominado por Favella ehrenbergii (Claparìde e Laahmann, 1858) e Eutintinus sp., Nematoda, e várias espécies de Rotifera. As de 300 μm foram dominadas pelas zoea de Brachyura, náuplios de cirripedia, e copepodas. As mais importantes espécies de copepoda das amostras de 300 μm foram Pseudodiaptomus acutus (Dahl, 1894) (até 85% abundância), P. trihamatus (Wright, 1937) (até 85%), Acartia lillgejeborgi (Giesbrecht, 1889) (até 68%), Tisbella sp. (Até 43%), e Oithona hebes (Giesbrecht, 1891 (até 48%). A espécie exótica P. trihamatus inicialmente apenas ocorrendo na Ásia), foi observada pela primeira vez em Pernambuco. A diversidade apresentou valores que mostram diversidade de baixa à moderada. O ambiente foi caracterizado como sendo hipereutrófizado, por exemplo, Por valores extremos saturação de oxigênio (16% a 600%), clorofila-α (até mais de 1000 mg/m3), teor de matéria orgânica, medido por demanda bioquímica do oxigênio (até 17,4 mg.L-1), concentrações elevadas de nutrientes, e a predominância de características de organismos indicadores, tais como a rotifero Brachionus plicatilis. Alguns táxons anteriormente considerados como indicadores de poluição orgânica, como os Rotifera Keratella cochlearis(Männchen), K. Americana, (Carlin, 1943) e os copepoda Euterpina acutifrons, (Dana, 1847) porém foram raros ou ausentes. A área urbana de manguezal aqui analisados não apresentaram importantes densidades de larvas de camarão e de peixes e pós-larvas, provavelmente devido à forte poluição, por exemplo, por esgoto doméstico. No entanto, houve altas densidades de larvas de invertebrados (ex. náuplios de Cirripedia e zoea de Brachyura - caranguejos), mostrando a tolerância de alguns organismos a estas condições extremas.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/417
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Biologia Animal

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