Skip navigation
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/40780

Compartilhe esta página

Título: Assincronia paciente-ventilador : do reconhecimento pela inspeção visual à sistematização da acurácia dos métodos de detecção
Autor(es): CARVALHO, Monique Cleia de Pontes Bandeira
Palavras-chave: Ventilação mecânica; Monitoração respiratória; Interação paciente ventilador; Métodos diagnósticos
Data do documento: 18-Fev-2021
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: CARVALHO, Monique Cleia de Pontes Bandeira. Assincronia paciente-ventilador: do reconhecimento pela inspeção visual à sistematização da acurácia dos métodos de detecção. 2021. Dissertação (Mestrado em Fisioterapia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2021.
Abstract: A assincronia paciente ventilador (APV) pode ser conceituada como uma falta de interação entre às necessidades ventilatórias demandadas pelo centro respiratório do paciente e os ajustes programados no ventilador mecânico. Trata-se de uma condição relacionada a diversas complicações, que pode levar ao óbito, portanto deve ser reconhecida rapidamente e com elevada acurácia. Este estudo teve como objetivo analisar o conhecimento de profissionais de saúde, com exercício laboral relacionado à terapia intensiva, sobre o reconhecimento, classificação e manejo da APV a partir do método de inspeção visual, bem como sistematizar a acurácia dos métodos de detecção de assincronia de disparo. Primeiramente, foi conduzido um estudo piloto de característica exploratória de corte transversal, no qual um questionário semiestruturado, de múltipla escolha baseado em 3 vídeos de diferentes tipos de APV (DD: duplo-disparo; CP: Ciclagem precoce e EIE: esforço inefetivo durante expiração) foi aplicado aos profissionais da área de saúde [enfermeiros (E), fisioterapeutas (F) e médicos (M) durante um evento cientifico internacional da área de terapia intensiva. As variáveis investigadas foram: o reconhecimento, classificação e o tipo de ajuste ventilatório necessário para a correção da APV. Também foi realizada uma revisão sistemática, nas bases de dados PubMed, Lilacs,Scopus e a ScienceDirect, sendo incluídos estudos de validação, de acurácia diagnóstica e estudos observacionais prospectivos e retrospectivos que avaliaram métodos de detecção de assincronia de disparo em pacientes com quadro de insuficiência respiratória aguda, que continham como padrão ouro de referência o cateter de pressão esofageana e/ou a atividade elétrica do diafragma. Foram analisados os formulários preenchidos por 56 profissionais (34,9 ± 8,4 anos) das categorias M=37 (66,1%), F=10 (16,1%), e E=9 (17,9%), majoritariamente da região sudeste (51,8%) e atuantes em UTI do tipo adulto (57,1%). A média da taxa de acerto quanto ao reconhecimento, classificação e manejo da APV foi de 76,2% (68,2 – 84,1), 19,6% (13,5 – 25,7) e 25,6% (18,0 – 33,2) respectivamente. Foi observado que a média da taxa de acerto é superior à média da taxa de erro somente para o reconhecimento da assincronia (p<0,001). Já em relação as questões específicas para as assincronias CP e EIE média da taxa de erro foi superior à de acerto (p<0,001). Na Revisão Sistemática dos cinco artigos elegíveis, todos apresentavam como método de detecção da APV a utilização de algoritmos ou softwares, inspeção visual de gráficos de curva de pressão e fluxo que tinha como padrão ouro de referência o cateter de pressão esofageana e/ou a atividade elétrica do diafragma. A sensibilidade e especificidade variaram de 65,20 – 99% e de 91 – 100% respectivamente. Os profissionais de saúde com atuação em terapia intensiva reconhecem a presença de APV, porém, apresentam elevadas taxas de erros quanto a classificação e o manejo das assincronias de DD, CP e EIE. Também foi possível observar que o processo de automatização do reconhecimento da APV por meio de softwares e/ou algoritmos, bem como a inspeção visual se mostram como uma possibilidade diagnóstica já que apresentaram uma boa sensibilidade e especificidade para assincronia de disparo, uma das mais comuns entre as assincronias ventilatórias.
Descrição: CARVALHO, Monique Cleia de Pontes Bandeira também é conhecida em citações bibliográficas por: BANDEIRA, Monique Cleia de Pontes
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/40780
Aparece nas coleções:Dissertações de Mestrado - Fisioterapia

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
DISSERTACAO Monique Cleia de Pontes Bandeira Carvalho.pdf1.23 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Este arquivo é protegido por direitos autorais



Este item está licenciada sob uma Licença Creative Commons Creative Commons