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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/36224

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Título: Perfil dos óbitos maternos em Pernambuco, no período de 2003 a 2017
Autor(es): LIMA, Rafaela Maria de Oliveira
Palavras-chave: Mortalidade Materna; Epidemiologia; Saúde da Mulher
Data do documento: 9-Dez-2019
Citação: LIMA, R. M. O.
Abstract: Introdução: Os níveis de mortalidade materna no Brasil são considerados elevados e a maioria dos óbitos são decorrentes das causas obstétricas diretas, consideradas evitáveis. O país não conseguiu atingir a quinta da meta do milênio, reduzir em três quartos até o ano de 2015. Objetivo: Analisar a mortalidade materna no estado de Pernambuco, entre 2003 e 2017. Método: Foi desenvolvido um estudo quantitativo, descritivo transversal, utilizando-se dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde (MS) e dados demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em Pernambuco, no período entre 2003 e 2017.Os dados da mortalidade foram apresentados segundo óbitos e óbitos tardios entre os anos de estudo, em frequências absolutas e relativas. O perfil sócio demográfico foi caracterizado a partir das variáveis: Faixa etária, Cor/raça, Escolaridade e Estado civil, apresentadas nos três quinquênios do estudo, em frequências absolutas e relativas. Os óbitos foram distribuídos segundo tipos de causas: Obstétricas Diretas e Obstétricas Indiretas, entre 2003 e 2017. Resultados: Nos 15 anos avaliados foram registrados, 1.303 óbitos maternos no estado, sendo 3,3% de óbitos tardios. Em todos os anos avaliados, a maior proporção de óbitos maternos foi registrada na I Gerência Regional de Saúde. Durante todo o período, as I, IV, III e VII Gerências Regionais concentraram aproximadamente 60% das mortes maternas registradas, no estado. O maior percentual das mortes ocorreu entre as mulheres com 20 a 39 anos de idade, seguidas pelas mães adolescentes. A maioria dos óbitos concentrouse entre as mulheres pretas e pardas, e solteiras. No período, mais da metade das mortes estiveram relacionadas às causas obstétricas diretas. Os transtornos hipertensivos e as outras afecções obstétricas não classificadas em outra parte foram as causas mais prevalentes. Aproximadamente 90% dos óbitos ocorreram nos hospitais, durante o puerpério até 42 dias após. Entre 2003 e 2017, mais da metade dos óbitos não apresentou informações relacionadas à investigação. Entre o segundo e o terceiro quinquênio observou-se um expressivo crescimento do percentual de óbitos investigados com ficha síntese informada. Conclusões: A redução da mortalidade materna ainda se concretiza como um grande desafio para a saúde pública, no estado de Pernambuco, apontando para a necessidade de qualificação e organização do acesso as gestantes ao serviço de saúde no período entre a gestação e o puerpério.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/36224
Aparece nas coleções:(CAV) TCC - Saúde Coletiva

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