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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3036
Title: A apropriação da estética ambiental na cidade do Recife : uma análise das comunidades de exclusão socioambiental
Authors: Renato da Silva Filho, José
Keywords: Estética;Socioambiental;Apropriação;Complexidade;Comunidades
Issue Date: 31-Jan-2009
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Citation: Renato da Silva Filho, José; Paulette Yves Rufino Dabat, Christine. A apropriação da estética ambiental na cidade do Recife : uma análise das comunidades de exclusão socioambiental. 2009. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2009.
Abstract: As grandes transformações que ocorrem nas paisagens, principalmente as urbanas, em decorrência do acréscimo populacional e aumento da demanda por suas necessidades, tornam imperiosa a adoção de novas práticas avaliativas no estudo das questões pertinentes ao tema. Em se tratando de uma análise dos condicionantes socioambientais na cidade do Recife, nada mais natural que serem levadas em consideração as implicações recorrentes à questão dos cursos d‟água existentes em seu território, pois estes além de balizarem historicamente toda a formação da cidade, emprestam-lhe elementos que se confundem com a sua própria essência: águas, vegetação ribeirinha, recursos naturais para sustentabilidade de parte de sua população. Esses elementos não estão distribuídos, ou melhor dizendo, não estão apropriados de forma aleatória na paisagem. Existe uma concentração da apropriação estética a serviço de uma determinada parcela da população em detrimento de outra. A estética, entendida não apenas como a visualização do belo, mas com a capacidade que essa visualização tem em despertar nos órgãos sensoriais a sensação do prazer, do contentamento, possibilitando alívio para as pressões e indagações existenciais do cotidiano, tem recebido pouca relevância na formulação das políticas públicas de planejamento urbano. Embora possa parecer, numa primeira avaliação, que a estética seja um componente exclusivo do campo das artes e da filosofia, suas interações com as demais áreas do conhecimento não podem continuar relegadas a um segundo plano. Os novos paradigmas da ciência, complexidade, instabilidade e intersubjetividade, apontam para novas formas de compreensão da realidade dos fenômenos socioambientais. A partir dessa constatação, o presente trabalho procura levantar, através de acervo bibliográfico, análise de relatórios e trabalho de campo junto à Comunidade do Pilar, dados quali-quantitativos acerca das relações entre as comunidades socioambientalmente excluídas e seu meio de vivência. Nesse empenho foi fundamental o embasamento teórico proporcionado pelas obras de Arthur Schopenhauer (2003), Yu-fu Tuan (1980), Enrique Leff (2007), Milton Santos (1981), entre outros expoentes que possibilitam o diálogo de saberes tão necessário ao pressuposto da complexidade. A apropriação da estética ou simplesmente sua exclusão se constitui num item de grande importância para a formulação, direcionamento e implementação de projetos sociais. Um dos grandes agravantes, no enfrentamento para resolução das necessidades básicas das comunidades excluídas, é que não se considera suas relações de afetividade e prazer com os recursos visuais presentes no ambiente, fato este constatado com muita propriedade durante a realização do trabalho de campo. A exclusão socioambiental dessas comunidades origina uma gama de sentimentos e comportamentos que podem contribuir para a sensação de não pertencimento à sua localidade, baixa estima e topofobia ao seu espaço vivenciado. Essas implicações psicossociais necessitam ser diagnosticadas, para que toda e qualquer política urbana agregue elementos metafísicos como forma de abrandar e minimizar as contradições sociais existentes. Esta é a conclusão e orientação dada na finalização do trabalho. O paradigma da complexidade se apresenta como o grande articulador dentro do processo metodológico, capaz de perceber que todo e qualquer fato socioambiental não se explica por si, ele é o resultado de uma complexa relação de causa e efeito que extrapola o visível, necessitando ser amplamente conhecido para que possa ser enfrentado
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3036
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Desenvolvimento e Meio Ambiente

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