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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25587
Título: A terminação oriental da zona de cisalhamento Pernambuco Leste e seu magmatismo associado
Autor(es): TEIXEIRA, Cristiane Marques de Lima
Palavras-chave: Geociências; Geologia regional; Geologia local e petrografica; Aspectos estruturais microestruturais e metamórficos; Litogeoquímica
Data do documento: 29-Jul-2011
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: A zona de cisalhamento Pernambuco Leste (ZCPE) separa os domínios Central e Pernambuco-Alagoas da Província Borborema. Esta dissertação de mestrado está relacionada a uma pesquisa em detalhe em sua porção oriental, entre os municípios de Jaboatão dos Guararapes e Gravatá (PE). O objetivo foi fazer um levantamento dos seus aspectos litológicos, geométricos, estruturais e magmáticos e, a partir de um perfil de refração sísmica, investigar o comportamento em escala crustal. Para tanto foram visitados 185 afloramentos, estudadas aproximadamente 80 seções delgadas, analisadas 35 amostras para elementos maiores, traços e terras raras, e realizado um perfil de refração sísmica com cerca de 150 km de comprimento na direção NW-SE, entre Vertentes e Sirinhanhém (PE), que cortou a transversalmente a ZCPE. A área estudada consiste de um embasamento ortognáissico granítico, com variedades dioríticas a quartzo sieníticas; rochas supracrustais representadas por metassedimentos gnáissicos, xistosos e quartzíticos; granitos sin- a tardi-tectônicos; milonitos diversos; e uma ocorrência de basalto pós-tectônico. A foliação nas rochas regionais apresenta mergulhos moderados a altos devido à influência da ZCPE. Dobramentos relacionados com a dinâmica da ZCPE também são observados. Na área estudada, a ZCPE é segmentada em dois cinturões miloníticos, com geometria de recobrimento à direita, separados de aproximadamente 3 km. O processo deformacional gerou proto- a ultramilonitos e um gradiente deformacional, com rochas mais deformadas na porção central das faixas miloníticas. A foliação milonítica tem direção ENE e mergulho forte para SE, com lineações mineral e de estiramento associadas com caimento baixo entre ENE e ESSE. Critérios de cisalhamento em várias escalas de observação indicam uma cinemática dextral. As rochas foram classificas geoquimicamente em dois grupos: graníticas e pobres em SiO2. As rochas graníticas são sub-alcalinas e peraluminosas e as mais máficas são subalcalinas a alcalinas, metaluminosas e caem no limite entre os campos cálcio-alcalino e toleítico. As características das amostras graníticas, tanto de ortognaisses quanto de plútons, sugerem uma afinidade com granitos do tipo-A. Não são observadas diferenças significativas entre a geoquímica de rochas miloníticas e seus protólitos, sugerindo que a deformação cisalhante não promoveu mobilidade de elementos. O perfil de refração sísmica possibilitou uma modelagem simples, com a verificação apenas de uma interface importante: descontinuidade de Mohorovicic, variando entre 32,5 e 36 km de profundidade, com espessamento crustal para sudeste. Três camadas foram reconhecidas na crosta superior, sem marcar estruturalmente ZCPE como uma estrutura que separa domínios tectônicos.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25587
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Geociências

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