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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/24297
Título: Desenvolvimento e qualidade de vida em ipojuca-PE: com a palavra os agentes comunitários de saúde
Autor(es): LACERDA, Lidiane Abreu de
Palavras-chave: Desenvolvimento; Qualidade de vida; Agentes comunitários de saúde
Data do documento: 31-Ago-2015
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: A ideia propagada de que o crescimento econômico, utilizado como sinônimo de desenvolvimento, por si só, traria melhora na qualidade de vida em função do aumento de empregos e salários, tornou-se uma falácia. É possível perceber repercussões das ações de desenvolvimento sobre a vida das pessoas, como a perda de solidariedade, aumento da violência e das desigualdades sociais. As populações moradoras de regiões periféricas vivenciam estas repercussões de modo mais intenso, pois estão expostas a condições insuficientes no que se refere a bens e serviços públicos e utilizam com mais frequência os aparelhos sociais e as redes de solidariedade. Ipojuca vive este cenário de crescimento econômico acelerado com pouca correspondência na melhora da qualidade de vida da população. O objetivo geral deste estudo foi analisar as repercussões das ações de desenvolvimento em Ipojuca sobre a qualidade de vida da população. Esta é uma investigação de natureza qualitativa, composta por duas partes: uma análise descritiva do cenário da qualidade de vida em Ipojuca, por meio de indicadores quantitativos oriundos de bancos de dados públicos, e uma análise qualitativa da qualidade de vida face às repercussões das ações de desenvolvimento em Ipojuca, a partir das falas de 15 (quinze) agentes comunitários de saúde do referido município. Para coleta e análise dos dados qualitativos utilizou-se uma adaptação da Metodologia de Análise de Redes do Cotidiano, tendo como suporte a Teoria do Reconhecimento de Axel Honneth (2003) e suas dimensões, a autoconfiança, o respeito e a solidariedade e no conceito de qualidade de vida cunhado por Herculano (2000). Os achados apontam que as ações de desenvolvimento em Ipojuca trouxeram repercussões sobre a qualidade de vida da população; por um lado, houve melhoria do poder aquisitivo da população e, por outro, aumento do custo de vida, deslocamento obrigatório de algumas comunidades da zona rural para a urbana, aumento da violência relacionada ao consumo e tráfico de drogas e do número de mães adolescentes, entre outros. Este estudo identificou que a população mais suscetível às repercussões negativas das ações de desenvolvimento no município são os jovens. Assim, é urgente refletir sobre os impactos que esta parcela da população está vivendo e pensar políticas públicas específicas que ofertem e proporcionem as condições mínimas necessárias para adolescer com qualidade de vida em Ipojuca. É preciso proporcionar estruturas sociais e qualificação profissional para que estes jovens possam ter motivação e “criar sonhos”, como foi relatado nos grupos focais. E, assim, poderem adolescer em Ipojuca desenvolvendo todas as suas potencialidades, com o objetivo de obter qualidade de vida.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/24297
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Saúde Coletiva

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