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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/23625
Título: Propriedades do limestone como rocha ornamental: terminologia, caracterização e manutenção
Autor(es): BARBOSA, Larissa Lapa Teles
Palavras-chave: Engenharia Mineral; Limestone; Crema Paraná; Crema Brasil; Rochas ornamentais
Data do documento: 25-Nov-2016
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: O trabalho analisa as propriedades tecnológicas de dois tipos de limestone, conhecidos comercialmente como Crema Paraná e Crema Brasil, e esclarece dúvidas quanto à gênese do material, visando contribuir para a especificação desse tipo de rocha ornamental na Arquitetura. Por se tratar de um material recentemente inserido no mercado, pouco se sabe sobre o comportamento do limestone, fato que poderá comprometer o seu desempenho e o aspecto estético das obras nas quais estiver empregado. O limestone é uma rocha calcária sedimentar de origem aloquímica, com granulometria fina, composta basicamente por calcita (CaCO3), e que chama a atenção dos arquitetos, devido, principalmente, à sua coloração clara, e textura fina e homogênea. O trabalho abrange, portanto, a caracterização química, física e mecânica dos dois tipos de limestone, a partir das normas vigentes e de ensaios de alteração acelerada. A composição química e mineralógica foi obtida através da petrografia e difração de raio x. Os índices físicos analisados foram a densidade, porosidade aparente e absorção de água. Os ensaios de comportamento mecânico determinaram as resistências à compressão, à flexão em 4 pontos, ao impacto de corpo duro e ao desgaste. Os valores obtidos dos índices físicos do Crema Paraná (3,87% de absorção de água) se adequam àqueles recomendados pela ASTM C568, indicando baixa capacidade de absorção de líquidos. Já o Crema Brasil apresentou um percentual de 3,59%, pouco maior do que os parâmetros estabelecidos. Quanto à resistência à compressão, ambos apresentaram resultados satisfatórios. No teste de resistência à flexão, apesar da referida norma estabelecer valores apenas para a flexão em 3 pontos, as rochas analisadas apresentaram o resultado de 9,30MPa (Crema Paraná) e 7,20MPa (Crema Brasil), na condição saturada - a qual ressalta-se ser mais desfavorável no que diz respeito à resistência, conferindo valor maior que aquele recomendado pela ASTM. Quanto à resistência à abrasão, após o percurso de 500m, observou-se a perda total do polimento de ambas as rochas. Trata-se, pois, de um material de baixa dureza e alta densidade, possuindo aplicações restritas e devendo ser evitado principalmente em áreas de alto tráfego de pessoas e ambientes molhados, devido à composição mineralógica de natureza carbonática e textura fina.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/23625
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Engenharia Mineral

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