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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/22968
Title: Fístula após gastrectomia vertical: terapêutica endoscópica através de prótese longa customizada
Authors: SILVA, Lyz Bezerra
Keywords: Obesidade;Cirurgia Bariátrica;Efeitos adversos;Fístula;Endoscopia
Issue Date: 28-Dec-2016
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Abstract: Introdução: Uma das complicações mais temidas após a Gastrectomia Vertical (GV) é a fístula gástrica. Seu manejo inclui medidas clínicas, endoscópicas e cirúrgicas. A colocação de prótese endoscópica visa a diminuir a pressão intragástrica, remodelar o estômago e isolar o orifício de vazamento. No entanto, próteses tradicionais não se adaptam bem à anatomia da GV, com uma alta taxa de migração.Objetivos: Este estudo avaliou o tratamento endoscópico de fístula pós-GV, através da colocação de prótese longa customizada.Métodos:Série de casos retrospectiva, observacional, longitudinal, consecutiva, realizada no Serviço de Cirurgia Geral da UFPE e no Departamento de Endoscopia Bariátrica - Hospital 9 de Julho, SP. Foram incluídos 18 pacientes, sendo a maioria do sexo feminino (61,1%), com idade média de 40,3 anos. A maioria dos casos consistiu de GV primária, com exceção de uma cirurgia revisional após banda gástrica e umDuodenal Switch.Os pacientes foram submetidos a tratamento endoscópico através da colocação de prótese metálicaautoexpansível totalmente recoberta customizada (180x25x30 mm ou 200x25x30 mm) (ExpandStent®, Plastimed SRL, Argentina), especialmente projetado para a anatomia da GV. Este estudo tem aprovação do Comitê de Ética local. Todos os pacientes com fístula após GV tratados nestes serviços com prótese customizada foram avaliados. Foram analisados aspectos como cicatrização de fístula e complicações relacionadas à prótese.Resultados: O diagnóstico de fístula variou do4º ao 18º DPO (média 12,8 dias), todas localizadas no ângulo de His. Onze pacientes foram submetidos a drenagem cirúrgica prévia e três a drenagem percutânea guiada por tomografia axial computadorizada(TAC). A colocação da prótese variou do 12º ao 40ºDPO (média 21,7 dias), realizada sob anestesia geral, com controle radioscópico. O comprimento da prótese foi de 18 cm em seis casos e de 20 cm em doze, sendo a maior parte colocada em posição transpilórica quando possível (n=12). Todos os pacientes referiram sintomas relacionados à prótese, tais como náuseas, vômitos e dor retrosternal, controlados com medicamentos orais, com progressãopara sintomas leves após uma média de 4,33 dias. A migração distal ocorreu em três casos, nas semanas um e dois (todos colocados em posição pré-pilórica), tratados por reposicionamento endoscópico. Hematêmese autolimitada ocorreu em um caso. As próteses foram removidas após uma média de 3,9 semanas, sob controle radiológico, após radiografia com ausência de extravasamento de contraste. Septotomia endoscópica foi necessária em dois casos após a remoção da prótese, sem outras medidas endoscópicas para outros casos. O tempo de cicatrização médio foi de 4,6 semanas, com um seguimento médio de 6,2 meses. O comprimento ea posição da prótese tiveram significância estatística na migração, que foi relacionada às próteses menores, de 18 cm (p=0,025), e à posição pré-pilórica (p=0,012). Conclusões:As próteseslongas customizadas para GV são uma opção segura e eficaz para tratamento de fístula, com baixa taxa de complicações, viável para colocação no período pós operatório precoce. A maioria dos pacientes experimentará sintomas gastrointestinais, com melhora após medicações. A taxa de migração é baixa, estando relacionada, nesta série, a próteses mais curtas colocadas em posição pré-pilórica.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/22968
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Cirurgia

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