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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/2046
Título: Atividade antitumoral e toxicidade de nanocápsulas contendo o ácido fumarprotocetrárico isolado de Cladonia verticillaris (líquen)
Autor(es): Catarina Simonetti, Ana
Palavras-chave: Nanocápsula; Ácido fumarprotocetrárico; C. verticillaris
Data do documento: 2004
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Catarina Simonetti, Ana; Stela Santos Magalhães, Nereide. Atividade antitumoral e toxicidade de nanocápsulas contendo o ácido fumarprotocetrárico isolado de Cladonia verticillaris (líquen). 2004. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Bioquímica, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2004.
Resumo: Nanopartículas são carreadores coloidais poliméricos utilizados como sistemas de liberação controlada de fármacos e podem agir como um veículo carreador de fármaco capaz de atingir tecidos ou células tumorais, enquanto protege a inativação prematura do princípio ativo durante o seu transporte. O ácido fumarprotocetrárico (FPA), uma depsidona β-orcinol, é considerado um metabólito secundário biologicamente ativo da espécie de líquens Cladonia verticillaris, pois as atividades antibacteriana, antimicobacteriana e antitumoral têm sido atribuídas a este ácido. As microemulsões são potentes sistemas carreadores de fármacos para as administrações oral, tópica e parenteral, pois oferecem várias vantagens, tais como: formação espontânea, estabilidade termodinâmica, melhoramento da solubilização e biodisponibilidade do fármaco. O objetivo deste trabalho baseia-se na investigação das atividades citotóxica, tóxica e antitumoral de nanocápsulas de copolímero de ácido lático e glicólico (PLGA-50/50), contendo o ácido fumarprotocetrárico. As nanocápsulas, obtidas pelo método de deposição interfacial de copolímero pré-formado, foram preparadas sem (FPA-NC) e com o sistema de microemulsão O/A (FPA-NC/ME), como fase oleosa interna. Os parâmetros físico-químicos e de estabilidade destas preparações também foram analisados, tais como: alterações de pH; doseamento químico e determinação da taxa de encapsulação. O perfil cinético de liberação in vitro, foi obtido pelo método de diálise direta. Os ensaios de citotoxicidade do FPA livre e encapsulado foram realizados frente às linhagens celulares, NCI-H 292 e HEp-2, cultivadas em meio MEM (Meio Mínimo Essencial). A atividade antitumoral foi avaliada frente ao tumor sólido Sarcoma 180, em camundongos Swiss, sendo a inibição tumoral calculada pela comparação dos pesos médios dos tumores dos grupos tratado e controle, respectivamente. Os ensaios de toxicidade in vivo do FPA em suas formas, livre e encapsulada, foram averiguados durante 8 semanas, após o tratamento diário, utilizando a dose de 11 mg.Kg-1. Ao término do tratamento, os animais foram sacrificados e os órgãos (baço, fígado e rins) foram dissecados e submetidos às análises histopatológicas. As formulações FPA-NC/ME apresentaram uma considerável estabilidade em comparação com as formulações obtidas sem este sistema, ou seja, permaneceram estáveis após os ensaios de estabilidade acelerada. Quanto ao estudo do pH, ao longo do tempo (60 dias), não foi evidenciada variação significativa em ambas formulações estudadas, FPA-NC (7,37 a 6,65) e FPA-NC/ME (7,43 a 6,88), porém apresentaram taxas de encapsulação distintas do princípio ativo, ou seja, 49,5% e 86,2%, respectivamente. O perfil cinético de liberação in vitro do FPA a partir das nanocápsulas/microemulsão (NC/ME) exibiu uma liberação máxima de 40,8% nas primeiras 4 horas, considerando-se 86,2% da concentração teórica do FPA encapsulado. A viabilidade das células NCI-H 292 tratadas com FPA, NC e FPA-NC foram observadas até a concentração de 50 μg.mL-1, todavia as células tratadas com FPA/ME apresentaram na concentração de 6,25 μg.mL-1(25% de viabilidade celular) uma elevada citotoxicidade. Entretanto, as células tratadas com o sistema FPA-NC/ME apresentaram uma redução do efeito citotóxico, permitindo a determinação da IC50 a 12,5 μg.mL-1. Em relação as células HEp-2, a viabilidade celular foi preservada após o tratamento com FPA, NC e FPA-NC até a concentração de 50 μg.mL-1, sendo que as células tratadas com FPA/ME apresentaram toxicidade a 6,25 μg.mL-1 (~35% viabilidade celular). Contrariamente, o sistema FPA-NC/ME apresentou uma redução do efeito citotóxico. Estes resultados demonstram que o FPA livre e nanoencapsulado, sem o sistema de microemulsão O/A, não apresentaram ação citotóxica sobre as linhagens celulares estudadas, NCI-H 292 e HEp-2. O perfil de toxicidade in vivo foi analisado, através da análise histopatológica dos órgãos baço, fígado e rins tratados com o FPA e FPA-NC/ME. O aspecto morfológico das células esplênicas manteve-se inalterado, após o tratamento do FPA em suas formas livre e encapsulada, porém o fígado e os rins demonstraram lesões significativas, tais como: necrose nos hepatócitos e uma glomerulonefrite mesangioproliferativa, respectivamente. No estudo da atividade antitumoral evidenciou-se que a quimioterapia realizada, durante 7 dias, com FPA-NC apresentou uma inibição tumoral de 61,4%, quando comparado com a sua forma livre (58,9%), frente ao Sarcoma 180. Alterações histopatológicas nos tecidos, esplênico, hepático e renal não foram evidenciadas, após o tratamento com o FPA em suas formas livre e encapsulada, quando comparadas ao grupo controle. Estes resultados indicam que a nanoencapsulação continua sendo uma alternativa para a aplicação terapêutica de fármacos com ação anticancerígena, tanto para a obtenção de uma melhor eficácia terapêutica quanto para a minimização dos efeitos tóxicos
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/2046
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Bioquímica e Fisiologia

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