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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/1971
Title: Caracterização físico-química e biológica da lectina de sementes de Eugenia uniflora L.
Authors: Danielly Lima de Oliveira, Maria
Keywords: Lectinas;Purificação;Caracterização;Proteínas
Issue Date: 2005
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Citation: Danielly Lima de Oliveira, Maria; Tereza dos Santos Correia, Maria. Caracterização físico-química e biológica da lectina de sementes de Eugenia uniflora L.. 2005. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Bioquímica, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2005.
Abstract: Lectinas são proteínas que se ligam especificamente aos carboidratos sobre a superfície celular. Eugenia uniflora L. é uma planta Myrtaceae nativa do sul da América, Sudeste da Ásia e África. Triticum vulgaris é uma aglutinina (36 kDa) constituída por duas subunidades. Proteínas antimicrobianas têm sido isoladas de uma variedade de espécies de plantas. O objetivo deste estudo foi purificar uma lectina de sementes de Eugenia uniflora e avaliar o comportamento interfacial da lectina EuniLS através de medidas da pressão de superfície P e potencial de superfície DV em diferentes valores de pH do volume, detectar atividade e caracterizar a lectina de sementes de E. uniflora, EuniLS, bem como avaliar o efeito da lectina sobre as bactérias Gram-negativas e Gram-positivas. EuniLS foi purificada de um extrato de sementes (E) em tampão fosfato de sódio (pH 7,0) em cromatografia de DEAE-Sephadex. EuniLS (67 kDa) permaneceu estável na faixa de pH 2 a 9 e mostrou especificidade para açúcares complexos, assim como oligossacarídeos. Além do mais, EuniLS tem uma atividade hemaglutinante específica de 85,3. As isotermas de pressão de superfície (P) × área molecular (A) evidenciaram que o comportamento interfacial foi fortemente dependente do pH do volume. EuniLS apresentou uma alta atividade superficial (Pc=40 mN/m e DV=440 mV) que a lectina WGA (Pc=34 mN/m e DV =340 mV) no pH 2. O momento dipolar de EuniLS (μ^) aumentou em 1,3 vezes com o incremento de pH de 2 a 9, enquanto que WGA o (μ^) aumentou 3,8 vezes para a mesma variação de pH. Ambas as lectinas apresentaram uma contribuição negativa da dupla camada elétrica Y0=-68 mV a -64 mV para EuniLS e Y0=-117 mV -144 mV para WGA. Uma relação linear para Y0 e pH (faixa de 2 6) foi observada para EuniLS. Um ponto de quebra foi detectado em pH 6,0 e um platô foi observado até o pH 7,0, que corresponde ao ponto isoelétrico da EuniLS. Um comportamento similar foi observado para valores de z −7,5 a −30 mV. As variações ocorridas em DV ocorreram devido a contribuição da orientação da molécula de lectina na superfície (μ^), e a dupla camada elétrica (Y0). A eluição da proteína adsorvida foi realizada com TFS (pH 2,0) e sua atividade foi avaliada através de eritrócitos (coelho e humano), carboidratos e estabilidade em diferentes valores de pH (3,5-9,0). Uma eletroforese de EuniLS foi realizada através de gel de poliacrilamida (SDS-PAGE) para definir o peso molecular. A atividade antimicrobiana do extrato e EuniLS foram investigados utilizando o teste de disco. O meio de cultura (100mL, 43º C) e 0,5 mL de inoculo foram adicionados e a solução foi distribuída em placas de Petri estéril em porções de 10 mL. Discos de 6 mm de diâmetro foram impregnados com 15 μL de solução de lectina estéril e E em TFS (pH 7,0). A atividade de EuniLS foi parcialmente inibida pelas glicoproteínas (caseína e soro de coelho) e aglutinada por eritrócitos de coelho e humano (tipos A, B, AB e O). Eletroforeses das preparações de E. uniflora mostraram uma lectina de peso molecular de 67 kDa. A atividade de EuniLS foi aumentada no pH 6,5. EuniLS inibiu a maioria dos microrganismos testados: Klebsiella sp. (halo de 19,6 mm ± 2,5), Pseudomonas aeruginosa (halo de 18,6 mm ± 0,6), Staphylococcus aureus (20,0 mm ± 0,5) e Corinebacterium sp. (8,0 mm ± 0,1), com mínima concentração inibitória (MIC) de 1,5 e mínima concentração bactericida (MBC) de 16,5 μg/mL. Extrato de sementes não mostrou atividade antibacteriana contra os microrganismos testados. Estes resultados indicam uma purificação de uma nova lectina e sua atividade antibacteriana; EuniLS pode ser utilizada como um adjuvante em terapia antibacteriana
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/1971
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