Skip navigation
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/19606
Título: A gestão dos resíduos da mariscagem pernambucana
Autor(es): OLIVEIRA, Bruno Marcel Carneval de
Palavras-chave: Coleta de mariscos; Resíduo; Área de proteção ambiental; Gestão ambiental; Políticas públicas; Catching of shellfishes; Waste; Environmental protection area; Environmental management; Public policies
Data do documento: 9-Mai-2016
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: A mariscagem é uma atividade de pesca tradicional que ocorre através da coleta de moluscos, em geral bivalves, para consumo e/ou venda, utilizando instrumentos como: rede, colheres, entre outros desenvolvidos pelas próprias marisqueiras. Da mesma maneira que contribui positivamente para o sustento de milhares de famílias, a mariscagem também promove impactos provenientes da disposição inadequada das cascas dos mariscos. A pesquisa teve como finalidade subsidiar a elaboração de um plano de gestão para os resíduos sólidos da atividade da mariscagem em áreas legalmente protegidas. Pesquisou-se a Área de Proteção Ambiental conhecida como APA de Nova Cruz, no Município de Igarassu, litoral norte do estado de Pernambuco. Realizou-se uma pesquisa de cunho qualitativo, aplicando um caso de estudo como método de investigação e abordagem científica complexa. Como procedimentos, levantaram-se dados secundários em pesquisa bibliográfica e documental, e primários por meio de entrevistas com representantes governamentais, de empresas privadas e de classe, bem como registro fotográfico, anotações de campo e observações in loco. No tocante à análise dos dados realizou-se por meio da triangulação de métodos. Como resultados, permitiu-se evidenciar contradições nas entrevistas com os gestores públicos, onde há interesse na resolução das problemáticas causadas pelas cascas de marisco, mas não existem ações públicas voltadas aos resíduos da mariscagem. Identificou-se e mapeou-se as principais comunidades com unidades de beneficiamento do marisco, disposição das cascas de mariscos e impactos ambientais associados ao descarte. Estima-se que o quantitativo de cascas de marisco gerado em Igarassu mensalmente é de 789,6 ton. Na região, existem diversas empresas com potencial para parceria com o município pesquisado, das quais duas sinalizaram interesse, mas que devido à inexistência de articulação entre essas partes, os resíduos da mariscagem estão sendo dispostos em terrenos ociosos e às margens do Rio Igarassu, com trechos totalmente assoreados. De maneira geral vê-se uma absoluta ausência de gestão, gerenciamento e estímulo da administração pública Municipal, no tocante aos resíduos da mariscagem, com dificuldade para investimentos para tratamento e uso dos resíduos da mariscagem. Desta forma, é imprescindível para o Município buscar parcerias com outras instituições, na busca do desenvolvimento e sustentabilidade das políticas públicas de Estado, uma vez que o Município encontra-se em uma unidade de conservação
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/19606
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Desenvolvimento e Meio Ambiente

Arquivos deste item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Dissertação_Bruno Carneval.pdf3,77 MBAdobe PDFVer/Abrir


Este arquivo é protegido por direitos autorais



Este item está licenciada sob uma Licença Creative Commons Creative Commons