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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18915
Title: Relações ecológicas entre Stegastes fuscus e outros peixes associados ao coral-de-fogo Millepora alcicornis utilizando diferentes métodos
Authors: LEAL, Isabela Carolina Silva
Keywords: Habitat structure;Coral-fish association;Pomacentridae;Brasil;Estrutura de habitat;Associação peixe e coral
Issue Date: 27-Mar-2014
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Abstract: Hidrocorais ramificados do gênero Millepora desempenham importantes papéis ecológicos nos recifes de corais do Atlântico Sul. De acordo com estudos anteriores uma grande proporção de espécies de peixes recifais usam as ramificações das colônias como abrigo, reprodução e / ou fonte de alimento. No entanto, pouca atenção tem sido dada à importância ecológica do coral- de-fogo em relação à ecologia da comunidade de peixes que vivem a eles associados e na competição intra / inter-específica de algumas espécies que ocorrem dentro do coral. O estudo foi divido em dois capítulos, sendo o primeiro com o objetivo de analisar como o volume das colônias de M. alcicornis e a competição exercida pelos indivíduos de Stegastes fuscus pode afetar a comunidade de peixes associadas ao hidrocoral. O segundo capítulo teve como objetivo comparar a eficiência do uso de diferentes metodologias (censo visual e câmera de vídeo) na observação da abundância e riqueza da comunidade de peixes associadas ao coral-de-fogo M. alcicornis. Para análises do primeiro capítulo, o presente estudo analisou a influência do tamanho das colônias do coral (volume - m3) e a presença competitiva da espécie Stegastes fuscus na comunidade de peixes recifais associados às ramificações dos corais-de- fogo. De setembro de 2012 a abril 2013 estudos foram realizados no recife “Ilha do Norte” localizado no litoral de Tamandaré-PE. 20 colônias do corais-de-fogo M. alcicornis foram marcadas e medidas, buscando assim relacionar o volume da colônia com abundância e a riqueza das espécies associadas. Os resultados mostraram que a abundância e a riqueza dos peixes foram diretamente correlacionadas com volume colônias. Dentre as espécies associadas, Stegastes fuscus foi a mais abundante. Essa espécie mostrou visíveis mudanças de comportamento, quando associadas às colônias, a depender do tamanho do corpo. Por exemplo, indivíduos menores de 6 cm foram vistos com maior frequência abrigando-se e alimentando-se de corais e indivíduos maiores de 6 cm realizando interações agonísticas, alimentando-se de algas e nadando ao redor do coral. Herbívoros errantes, onívoros e comedores de invertebrados sésseis foram as guildas tróficas que os indivíduos de S. fuscus preferiram manter interações agonísticas, provavelmente devido à sobreposição alimentar. Colônias muito grandes mostraram ser importantes locais de abrigo para os indivíduos de S. fuscus de menores que 6 cm. O comportamento agonístico foi mais frequente em colônias categorizadas como muito grandes. Os demais padrões também variaram a depender do volume da colônia. O presente estudo forneceu a primeira evidência de que através da competição, a presença S.fuscus pode afetar na comunidade de peixes associadas com as colônias de M. alcicornis. Os resultados também indicam que os indivíduos de S. fuscus usam as colônias de corais-de-fogo como parte de seu território, abrigo e recurso alimentar. Para análises do segundo capítulo, observações foram realizadas a partir de setembro de 2012 a abril de 2013, também no recife “Ilha do Norte”. Nove colônias de M. alcicornis de diferentes tamanhos foram escolhidas para análise e os dois tipos de metodologias (censo visual e câmera de vídeo) foram utilizadas. Três réplicas de cada método de análise foram utilizadas em cada colônia estudada. A fim de evitar possíveis erros metodológicos, os dois tipos de metodologias foram realizadas sob as mesmas condições de maré, hora do dia e época do ano. A riqueza e abundância dos peixes recifais associados às colônias do coral-de-fogo foram analisadas tanto pelo censo visual quanto pelo uso de câmera de vídeo. Os resultados indicam que ambas as metodologias registraram números semelhantes de abundância e riqueza de espécies em cada colônia, não havendo assim diferença significativa a depender do método utilizado. Contudo, pequenas diferenças relacionadas com a capacidade do uso de cada método foram observadas. Pode-se afirmar que os dois tipos de metodologias utilizadas foram eficazes na observação dos peixes associados às colônias de M. alcicornis.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18915
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Oceanografia

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