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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/1863
Título: Toxicidade pré-clinica de fitoterápicos à base de mel de abelha, própolis e extratos de Mikania glomerata, Eucalyptus globulus ou da associação Zingiber officinale e Allium sativum em roedores
Autor(es): PONTE, Francisca Liduina Ribeiro
Palavras-chave: Zingiber officinale;Allium sativum;Eucalyptus globulus;Mikania glomerata;Toxicidade pré-clinica (aguda e crônica)
Data do documento: 2003
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Liduina Ribeiro Ponte, Francisca; Bernadete de Souza Maia, Maria. Toxicidade pré-clinica de fitoterápicos à base de mel de abelha, própolis e extratos de Mikania glomerata, Eucalyptus globulus ou da associação Zingiber officinale e Allium sativum em roedores. 2003. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003.
Resumo: Nesse estudo, avaliamos a toxicidade pré-clínica aguda e crônica de 03 fitoterápicos, amplamente consumidos pela população brasileira para o tratamento de afecções respiratórias. A formulação dos três compostos contém mel de abelha e extrato de própolis acrescida de extrato fluído de Mikania glomerata (fitoterápico A), extrato fluído de Eucalyptus globulus (fitoterápico B) ou extratos fluídos de Zingiber officinale e Allium sativum (fitoterápico C), os fitoterápicos A e B são apresentados sob a forma de xarope e o fitoterápico C sob a forma de spray . O ensaio de toxicidade aguda dose única (7,5, 15, 25 ou 35 ml/kg; v.o.), em camundongos Swiss de ambos os sexos (n=10animais/grupo), demonstrou baixa ordem de toxicidade para os três compostos. Os fitoterápicos A e C, em doses de até 25 ml/Kg, não produziram mortalidade nos animais dos respectivos grupos, enquanto que na dose de 35 ml/kg foi verificado um percentual de 30% e 70% de mortalidade para os fitoterápico C e A, respectivamente. Em relação ao fitoterápico B, nos animais submetidos ao tratamento com doses de até 15 ml/kg, não foi verificado nenhum registro de morte. Entretanto, para as doses de 25 e 35 ml/kg foram observados mortalidade de 20% e 40%, respectivamente. Nos três estudos não foi possível determinar a DL50 dos fitoterápicos em função da impossibilidade de administração de volume superior ao volume máximo (1 ml), já utilizado na administração da dose de 35 ml/kg, permitido para a espécie estudada. Nas observações gerais, o tratamento agudo com os três fitoterápicos (7,5 e 15 ml/kg) não evidenciou nenhum indicativo de toxicidade, quando comparado ao grupo controle, do início até o 14o dia após o tratamento, para os animais sobreviventes. No estudo de toxicidade crônica em ratos de ambos os sexos, o tratamento com o fitoterápico A (7,5 ou 15 ml/kg; v.o.) não apresentou diferença no perfil hematológico e bioquímico dos grupos tratados em relação ao controle, após 90 dias de tratamento. O perfil hematológico dos grupos tratados com os fitoterápicos B ou C (7,5 ou 15 ml/kg; v.o.) também não diferiram do controle. Os animais do grupo tratado com o fitoterápico B (7,5 ml/kg), apresentaram um aumento significativo (p<0,01) na concentração plasmática de triglicérides (102,2±8.8 para machos e 100,0±8.8 mg/dl para fêmeas), em relação ao grupo controle salina (86,8±8.8 para machos e 84.6±8.8mg/dl para fêmeas). Os animais do grupo tratado com o fitoterápico C (15 ml/kg) apresentaram diferenças significantes (p<0,01) em relação à concentração plasmática de glicose (86,8±4,7 nos machos e 77,2&#1048690;4,7 mg/dl nas fêmeas), em relação aos valores do controle (66,7&#1048690;4,7 para os machos e 68,5&#1048690;4,7 mg/dl para as fêmeas). Os valores relativos à concentração de triglicérides (127,0&#1048690;11,0 nos machos e 96,0&#1048690;11,0 mg/dl nas fêmeas) também diferiram significantemente (p<0,05) em relação ao controle (86,8&#1048690;11,0 nos machos e 84,6&#1048690;11,0 mg/dl nas fêmeas). A nível clínico, estas diferenças constatadas, não parecem ser significativas, uma vez que os valores observados se encontra dentro da faixa de referência considerada normal para a espécie estudada. Após a administração crônica, o comportamento geral dos animais não apresentou alteração e a evolução do peso corporal dos grupos tratados não apresentou nenhuma diferença significante em relação ao controle. A análise macroscópica de órgãos vitais tais como pulmões, fígado, coração, rins e estômago não revelaram nenhuma alteração em relação ao grupo controle. Em relação ao peso desses órgãos, foi possível constatar que, somente nos grupos de machos tratados com o fitoterápico A foram observadas diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) em relação ao peso do fígado e rim, para o grupo tratado com 7,5ml/kg, e do baço para o grupo tratado com 15 ml/kg. Porém, tais alterações não foram dose dependente e restringiram-se apenas aos machos. A análise desses resultados leva a conclusão que, em doses equivalentes em termos humanos, os três fitoterápicos (7,5 ou 15 ml/kg), não apresentaram efeitos tóxicos (agudo e crônico) relevantes do ponto de vista clinico, em camundongos Swiss e ratos Wistar de ambos os sexos
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/1863
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Ciências Biológicas

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