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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18374
Title: Cartas para Agamenon: Interventoria, trabalhadores e educação formal no limiar do Estado Novo em Pernambuco (1937-1939)
Authors: SILVA, Nathalia Cavalcanti da
Keywords: História da Educação em Pernambuco;História do Trabalho em Pernambuco;Estado Novo;Histoire de l'éducation en Pernambuco;Histoire du travail au Pernambuco;Nouveau État
Issue Date: 25-Aug-2016
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Abstract: Esta pesquisa propõe uma análise das cartas enviadas pelas pessoas vinculadas à educação formal ao interventor federal Agamenon Magalhães durante os anos de 1937 a 1939, início do Estado Novo em Pernambuco. A partir de um vasto conjunto documental encontrado no Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (APEJE), realizamos a foto digitalização e catalogação das fontes, de onde obtivemos dados gerais do conjunto e os perfis dos missivistas. Verificamos que uma grande parte se tratava de correspondências enviadas por pessoas comuns, dessas, elencamos algumas enviadas por trabalhadores para analisar os caminhos percorridos por estes ao dialogarem com o governador. Para a Interventoria Agamenosiana, a educação foi elemento fundamental para o regime lançar seus objetivos propagandísticos e, assim, tentar cooptar as mentes da população. Essa perspectiva não passou despercebida e foi aproveitada pelas pessoas que escreveram para narrar seus casos, pedindo, reclamando ou denunciando as questões do mundo educacional. Por meio dessas narrativas, criamos categorias temáticas para os conjuntos de cartas de remetentes do setor educacional que apresentavam em comum demandas, profissões ou pertenciam a uma mesma instituição, são elas: dos funcionários dos centros de ensino secundário Ginásio Pernambucano e Ginásio de Vitória; os requerimentos de Inspeção Preliminar; dos professores e professoras (atuantes no ensino público e privado); dos pais de alunos; e duas cartas enviadas por um Delegado de ensino e o diretor da Escola Profissional Masculina que trouxeram demandas trabalhistas, mas não se encaixam nas categorias anteriores. Nos ancoramos na consagrada historiografia do Estado Novo, na historiografia que advoga ter havido no Brasil a “invenção do trabalhismo”, em várias teses e dissertações relacionadas à história da educação em Pernambuco, e outras que utilizaram cartas como fontes primárias para a realização de pesquisas sobre o período estudado. Concluímos, em concordância com várias pesquisas, que os missivistas em Pernambuco, durante o período estudado, possuíam demandas próprias (não eram, de maneira nenhuma “manobrados” ou submissos ao interventor) e utilizaram as cartas como uma tática para denunciar e superar vários dos seus problemas cotidianos, como as difíceis condições de trabalho, baixos salários, a falta de fiscalização das leis trabalhistas, “desvios” práticos de determinações oficiais, e encaminhamentos com Como uma particularidade das comunicações por cartas entre a população e a Interventoria, encontramos um exemplo irreverente de solicitação dos trabalhadores, característico da historicidade de Pernambuco e relacionado ao Carnaval. Logo, além das lutas, as cartas dos trabalhadores também trataram das suas expectativas de festejos e amenidades com relação a uma das Interventorias da ditadura recém instaurado no país.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18374
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Educação

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