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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18307
Título: Avaliação da Repetibilidade do Teste de Broncoprovocação com Hiperventilação Eucápnica em crianças e adolescentes asmáticos
Autor(es): GONÇALVES, Adriana Velozo
Palavras-chave: Asma induzida por exercício; Exercício; Asma; Asthma exercise-induced; Exercise; Asthma
Data do documento: 27-Ago-2015
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: O broncoespasmo induzido por exercício (BIE) ocorre entre 40 a 90% das crianças e adolescentes asmáticos. É definido como o estreitamento agudo dos brônquios após exercícios físicos vigorosos e sua presença é um marcador de controle inadequado da doença. Queixas respiratórias durante ou após atividades físicas são comuns nestes indivíduos, mas nem sempre estão associados ao BIE, sendo necessária a comprovação através de testes objetivos, podendo ser realizada por testes de exercício ou testes alternativos como a hiperventilação eucápnica voluntária (HEV). A HEV vem sendo descrita em vários estudos como substituta ao teste de exercício, embora a sua utilidade clínica diária para o diagnóstico de BIE em crianças e adolescentes ainda não esteja bem estabelecida. Testes diagnósticos estão sujeitos a variações mesmo quando são realizados de forma repetida, nos mesmos indivíduos, sob as mesmas condições e com os mesmos instrumentos. O desconhecimento destas variações ou sua não consideração pode interferir na confiabilidade do diagnóstico e das avaliações evolutivas. A avaliação de repetibilidade da resposta das vias aéreas ao teste de HEV sob condições padronizadas não foi reportada na população pediátrica de asmáticos. Assim o objetivo principal deste estudo foi avaliar a repetibilidade da resposta ao teste e concordância dos resultados realizando-se dois testes de HEV com intervalo de até 96 horas, empregando a mesma intensidade, duração do exercício e condições de ar. A HEV foi realizada em 30 crianças e adolescentes com asma, em dois momentos, atendidos no ambulatório de alergia do hospital das Clínicas (Recife, Brasil), seguidos de provas seriadas de função pulmonar (espirometria) aos 3,5,7,10,15 e 30 minutos para determinação da queda VEF1. Foi medida concordância entre os resultados obtidos e estabelecido o limite de confiança a 95% da diferença na variação do VEF1 como percentual do basal entre os dois dias de testes, com nível de significância de 5%. Resultados: Dos 30 indivíduos testados, 21 (70%) apresentaram redução de VEF1 > 10% em um dos dois dias de exame,5 apenas no 1º dia (17%), 6 (20%) no 2o dia e 10 em ambos os dias. Em 9 (30%) o teste foi negativo em ambos os dias. Os resultados foram concordantes em 19(63%). A média das diferenças e os limites de concordância foi 0,3% e -16,8% e 17,4%). Concluímos que houve concordância dos resultados em 63 % dos pacientes, entretanto, a presença de um segundo teste positivo em 20% dos casos estudados, demonstra a necessidade de realização de um segundo teste antes que um diagnóstico de BIE seja excluído ou tratamento profilático seja prescrito.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18307
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Ciências da Saúde



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