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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18218
Title: Desnutrição Perinatal e Manipulação Nutricional: Repercussões sobre o sistema respiratório e bioquímico
Authors: SILVA, Ially Fabiane da
Keywords: Desnutrição proteica;Animais Recém-Nascidos;Reações Bioquímicas
Issue Date: 29-Jul-2016
Citation: SILVA, I. F.
Abstract: Estudos evidenciam que ratos provenientes de mães submetidas à desnutrição proteica perinatal apresentam alterações respiratórias no início da vida. Entretanto, é incerto em que momento da vida surgem essas alterações e como a ingestão dietética pós-desmame é capaz de influenciar os parâmetros respiratórios. Avaliar os efeitos de uma dieta hipoproteica ou normoproteica pós-desmame sobre o padrão respiratório, bioquímico e ganho de peso de ratos jovens provenientes de mães submetidas à dieta hipoproteica perinatal. Utilizamos ratos Wistar (1, 5, 7, 14, 21, 30 dias de vida) provenientes de mães submetidas à dieta normoproteica (17% de proteína, NP) ou hipoproteica (8% de proteína, HP) no período perinatal. Após o desmame, os animais foram subdivididos em 5 grupos, nomeados de acordo com a dieta recebida a partir do 22º dia de vida: NP.labina (dieta NP durante período perinatal + dieta comercial labina após o desmame), NP.NP (dieta NP + dieta NP), HP.labina (dieta HP + dieta comercial labina), HP.NP (dieta HP + dieta NP), HP.HP (dieta HP + dieta HP). Por pletismografia de corpo inteiro, realizamos os registros dos parâmetros ventilatórios: volume corrente (VT), volume minuto (VE) e frequência respiratória (FR), além do acompanhamento do peso corpóreo durante o 1º, 5º, 7º, 14º, 21º, 30º dias de vida. No 21º e 30º dia, amostras de sangue foram coletadas para análises de proteínas totais e albumina. Todos procedimentos e protocolos experimentais foram aprovados pelo Comitê de Ética e Uso Animal da UFPE (23076.021688/2015-78). Os dados estão expressos em média ± EPM, usou-se teste T de Student e p<0.05. Do 5º ao 14º dia de vida, observamos uma menor FR nos HP se comparados aos NP. No entanto, aos 30º dias, observa-se que houve um aumento na FR nos animais desnutridos não observado nas idades anteriores. O grupo HP.labina teve os maiores valores de FR, seguidos dos grupos NP.NP e HP.NP aos 30 dias (NP.labina: 107.8 ± 2.8, n=9; HP.labina: 126.6 ± 7.1, n=10; NP.NP: 113.8 ± 3.3, n=14; HP.NP: 121.2 ± 5.1, n=13; HP.HP: 103.3 ± 3.0, n=8 resp.min-1). A partir do 7º dia (NP: 13.2 ± 0.2, n=36 vs. HP: 11.4 ± 0.3, n=49 g) é possível observar uma redução no peso dos animais desnutridos (14º: NP: 25.3 ± 0.7, n=34 vs. HP: 19.77 ± 0.6, n=49; 21º: NP: 42.8 ± 0.9, n=32 vs. HP: 28.8 ± 0.7, n=46 g) que se mantém até o 30º dia (NP.labina: 77.5 ± 2.5, n=9; HP.labina: 53.9 ± 1.6, n=11; NP.NP: 75.3 ± 2.8, n=14; HP.NP: 56.9 ± 3.2, n=13; HP.HP: 43.0 ± 1.4, n=8; g). Em relação aos parâmetros bioquímicos analisados, no 21º e no 30º dia, os animais HP apresentaram hipoalbuminemia e redução nas concentrações séricas de proteínas. A desnutrição proteica perinatal foi capaz de causar alterações no peso, nos parâmetros bioquímicos e também na FR. Já o consumo de labina pós-desmame, induziu um aumento de FR nos animais desnutridos, demonstrando que o ambiente perinatal diferente do ambiente pós-natal, eleva o risco de desenvolver consequências deletérias na vida adulta.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18218
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