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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17989
Título: Fungos anemófilos em ambientes climatizados: prevalência, produção de enzimas e atividade antibacteriana
Autor(es): SOBRAL, Laureana de Vasconcelos
Palavras-chave: Bioaerossóis;qualidade do ar;fungos filamentosos;biotecnologia;Bioaerosols;air quality;filamentous fungi;biotechnology
Data do documento: 12-Jul-2016
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: Fungos anemófilos são os principais contaminantes no ar de ambientes climatizados podendo promover agravos à saúde. Alguns produzem enzimas de interesse industrial e metabólitos à biotecnologia. O objetivo do trabalho foi avaliar a microbiota fúngica do ar de ambientes climatizados do Centro Acadêmico de Vitória/Universidade Federal de Pernambuco (CAV/UFPE) e seu potencial biotecnológico para produção enzimática e antimicrobiana. A amostra foi constituída por 82 ambientes climatizados e coletadas da área central dos ambientes através da técnica de sedimentação passiva sobre meios de cultura Ágar Extrato de Malte acrescido de Cloranfenicol e Ágar Aspergillus Flavus e Parasiticus para calcular a relação entre o ar interno e externo (I/E), quantificar colônias fúngicas e avaliar presença de cepas aflatoxigênicas confrontamento a legislação vigente da ANVISA. As colônias foram purificadas, identificada as espécies, preservadas e depositadas no acervo da Coleção de Culturas Micoteca URM da UFPE. Na determinação da atividade enzimática, discos de micélio puros foram repicados para a área central da placa de Petri contendo meios de cultura específicos para as enzimas lipase, amilase e protease e as reações foram constatadas respectivamente pela presença de cristais de sal de cálcio do ácido láurico, utilização de solução de iodo 0,1N e reação química, formando halo translúcido que determinou o potencial enzimático das colônias. Para realizar a atividade antimicrobiana 05 líquidos metabólicos foram testados para determinar a Concentrações Mínimas Inibitórias Bactericidas e Bacteriostáticas, os discos de micélios foram sepados do líquido metabólito para realização dos testes, utilizanddo cepas de bactérias Gram positivas e negativas, seguindo o método de diluição em caldo da norma técnica da ANVISA M7-A6 e revelados com cloreto de 2,3,5-trifeniltetrazólio. Foi observado crescimento fúngico e diversidade em todos os ambientes, a sala de aula apresentou o menor quantitativo de UFC/m3 (14) enquanto que o espaço farmácia viva, sala da CIPA e o gabinete docente, apresentaram a maior quantidade (290 UFC/m3). A relação I/E dos ambientes atendeu a legislação da ANVISA para qualidade do ar de ambientes climatizados (≤ 1,5), variando de 0,1 a 1,5, uma vez que a quantificação do ar externo foi de 188 UFC/m3 e nenhum ambiente apresentou fungos aflatoxigênicos. A frequência dos gêneros fúngicos identificados foram: Aspergillus (50%), Penicillium (21%), Talaromyces (14%), Curvularia e Paecilomyces (7% cada) e as espécies identificadas foram: Paecilomyces variotti, Penicillium fellutanum, Aspergillus flavus, Aspergillus parasiticus, Aspergillus sydowii, Talaromyces purpurogenus, Aspergillus japonicus, Penicillium oxalicum, Penicullium chrysogenum e Curvularia luneta. xiii Dentre as espécies testadas para atividade enzimática, Aspergillus sydowii apresentou melhor resultado para produção de amilase (6 mm), lipase (14 mm) e protease (5 mm). Outras duas espécies produziram as três enzimas (A. parasiticus e Penicillium fellutanum), porém com menor atividade. Apenas três isolados pertencentes a três espécies foram negativos para as 3 enzimas simultaneamente, a saber: Paecilomyces variotii, A. parasiticus lunata e Curvularia lunata. Em relação aos testes de atividade antibacteriana, três líquidos metabólicos apresentaram atividade contra todas as bactérias testadas (Paecilomyces variotii, Talaromyces purpurogenus e A. parasiticus). O líquido metabólico de Curvularia lunata não apresentou atividade antibacteriana contra as bactérias testadas e a espécie Talaromyces purpurogenus apresentou melhor atividade antibacteriana contra todas as bactérias testadas, chegando à concentração mínima inibitória de 125 μL/mL. Contudo, nenhum líquido metabólico apresentou ação bactericida, apenas bacteriostática. Concluindo que todos os ambientes apresentam biodiversidade de espécies fúngica e não foi encontrado nenhum fungo toxigênico ou patogênico ao homem, atendendo à legislação da ANVISA para ambientes climatizados, o maior potencial enzimático foi a lipolítica alcançada pelas espécies Aspergillus sydowii e Aspergillus parasiticus e os líquidos metabólicos das espécies Paecilomyces variotti, Talaromyces purpurogenus e Aspergillus parasiticus apresentaram atividade antimicrobiana contra todas as bactérias desafiadas, sendo a espécie Talaromyces purpurogenus a que obteve melhor resultado. Os fungos filamentosos do ar apresentam potencial para atividade enzimática e antimicrobiana.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17989
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Saúde Humana e Meio Ambiente

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