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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17528
Título: Prevalência de bullying no cenário escolar do Recife e sua associação com fatores sociodemográficos e estilo parental
Autor(es): VIEIRA, Ricardo Alexandre Guerra
Palavras-chave: Bullying;Violência;Estudantes;Estilo Parental;Prevenção;Bullying;Violence;Students;Parenting Style;Prevention
Data do documento: 19-Fev-2016
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: O objetivo deste estudo de corte transversal foi avaliar a prevalência de bullying e a associação entre bullying, fatores sociodemográficos e estilo parental em escolas públicas de ensino fundamental da Cidade do Recife. Os instrumentos de pesquisa foram o Formulário de Registro de Informações Pessoais, os critérios de classificação Econômica Brasil e o bullying questionário. Os dados foram pré-codificados e processados em microcomputador, pelo Programa SPSS versão 22. Em relação aos desfechos relacionados ao bullying foram criadas as seguintes variáveis: “sofreu”, “praticou”, “sofreu e/ou praticou bullying” e “não sofreu e não praticou bullying”. As variáveis explanatórias foram “sexo”, “faixa etária”, “cor da pele”, “ano escolar”, “localização da escola”, “classe social”, “grau de instrução do responsável” e “estilo parental”. A associação entre a variável dependente e as variáveis independentes foi realizada através do teste Qui-quadrado de Pearson ou teste de Qui-quadrado com correção de Yates, utilizando o nível de significância de 5%. Como medida de associação univariada foi calculada a Razão de Prevalência e seus respectivos intervalos de confiança. Para avaliar o efeito independente das variáveis explanatórias em relação ao desfecho, foi realizada a análise de regressão multivariada log-binomial. Utilizou-se o nível de significância de p<0,20 da estatística univariada no teste do qui-quadrado para selecionar as variáveis que entrariam no modelo final de análise multivariada. Os resultados indicaram que do total dos investigados, 48,66% se envolveram como vítimas e/ou praticantes de bullying, enquanto que 30,36% declararam terem sofrido e 23,66% praticado o fenômeno. Houve associação estatisticamente significante em relação às prevalências de quem “sofreu bullying” quanto à localização da escola (RPA “4”), de quem “praticou bullying” quanto à localização da escola (RPA’s “4” e “6”), as classes sociais “D e E”, a faixa etária compreendida entre “10 e 13” anos e o grau de instrução “fundamental II completo/médio incompleto”, de quem “sofreu e/ou praticou bullying” com relação às classes sociais “D e E” e as RPA’s “4” e “6”, e, de quem “não sofreu e não praticou bullying” em relação as RPA’s “1” , “2” “3” e “5”, o estilo parental “negligente” e as classes sociais “B2” e “C1”. A sensação predominante das vítimas em relação à intimidação sofrida foi “se sentiu mal” (40,4%), mas chamou atenção o fato do sentimento de “não se incomodar” ter tido um percentual destacado dentre as respostas (24,3%). No que se refere à influência das práticas educativas adotadas pelas famílias foi observada associação estatística entre “estilo parental negligente” e a prevalência de quem “não sofreu e não praticou bullying”. Conclui-se que a prevalência de bullying sofrido pelos indivíduos pesquisados apresentou um percentual elevado, mas se encontra em acordo com os parâmetros indicados pela literatura. A localização da escola, o grau de instrução dos responsáveis, a classe social e a faixa etária dos alunos foram associados ao fenômeno. Esses dados precisam ser considerados na busca de soluções para o enfrentamento do problema e demonstra a necessidade de se vincular às particularidades da escola e da população que a frequenta quando se estuda o fenômeno bullying.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17528
Aparece na(s) coleção(ções):Teses de Doutorado - Geografia

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