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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17510
Title: Distribuição vertical e horizontal da densidade e biomassa em carbono da comunidade fitoplanctônica do arquipélago de São Pedro e São Paulo (Atlântico Equatorial)
Authors: QUEIROZ, Andressa Ribeiro de
Keywords: Fitoplâncton, distribuição, dinâmica oceânica, oligotrofia, biomassa; Phytoplankton, distribution, ocean dynamics, oligotrophy, biomass
Issue Date: 27-Nov-2015
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Abstract: A área no entorno do arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP) (0°55 '10"N e 29º20'33" W) foi investigada, com o objetivo de caracterizar a estrutura da comunidade fitoplanctônica, seus padrões de distribuição horizontal e vertical, especialmente na termoclina que coincide com a profundidade máxima de clorofila (PMC) e identificar os valores de biomassa em carbono orgânico através do biovolume celular. Duas expedições foram realizadas a bordo do navio Hidro-Oceanográfico Cruzeiro do Sul, entre os dias 21 a 23 de julho de 2010 e 29 de setembro a 01 de outubro de 2011, ambas na estação seca da região. Foram estabelecidos dois transectos perpendiculares e opostos no entorno do arquipélago e determinados três pontos de coleta para cada um, em diversas profundidades: superfície, 25 metros, 50 metros, 10 metros acima da PMC, na PMC e 10 metros abaixo da PMC. Foram coletadas amostras no período diurno e noturno. Utilizou-se uma rede cilindro-cônica com malha de 20 μm de abertura para arrastos oblíquos e garrafas de Niskin para as coletas de amostras quali-quantitativas e físico-químicas. Duas massas de água foram identificadas (Água Tropical e Água Central do Atlântico Sul), uma termoclina ficou evidente entre 40 e 100 metros de profundidade. Um total de 128 espécies de organismos fitoplanctônicos foi identificado, pertencentes a quatro filos, sendo 22 espécies consideradas novos registros para a região. A densidade fitoplanctônica total variou de 1 a 183 x103 células.L-1. Trichodesmium thiebautii Gomont ex Gomont, Oxytoxum longiceps Schiller e Protoperidinium minimum (Pavillard) Schiller tiveram correlações significativas com os parâmetros físicos e químicos. A análise de agrupamento evidenciou a formação de cinco grupos em função da profundidade. Trichodesmium thiebautii foi à única considerada constante e dominante no entorno do arquipélago nas duas expedições. Os dados morfológicos encontrados neste estudo estão coerentes com as medidas encontradas por diversos autores na literatura citada. No filo cianobactérias, Trichodesmium hildebrandtii Gomont apresentou os maiores valores de biovolume celular e biomassa de carbono (1.603 μm3 e 254 pgC.μm-3, respectivamente). Em relação ao filo Dinophyta, Pyrocystis fusiformis Thomson apresentou os maiores valores de biovolume celular e biomassa em carbono (1.660,269 μm3 e 149.693 pgC.μm-3, respectivamente) e Prorocentrum balticum Loeblich apresentou os menores valores (1.145 μm3 e 161 pgC.μm-3, respectivamente). Para o filo Ochrophyta, Planktoniella sol (C.G.Wallich) Schutt, foi a única espécie analisada do grupo, com 63.107 μm3 de biovolume celular e 2.250 pgC.μm-3 de biomassa em carbono. Os dados de clorofila a e nutrientes foram considerados baixos em ambas as expedições, confirmando a oligotrofia da área. Estes dados indicam que ASPSP pode ser associado a um efeito ilha na circulação oceânica e que a distribuição horizontal e vertical dos dados hidrológicos, demonstra tratar-se de um ambiente estável em relação à temperatura, salinidade e oxigênio dissolvido. Em relação aos nutrientes, entretanto, ficou comprovado que estes interferem diretamente na composição das cianobactérias, mesmo com a dominância de T. thiebautii.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17510
Appears in Collections:Teses de Doutorado - Oceanografia

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