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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17494
Título: Reflexão sociológica sobre espaços êmicos. Processos psicossociais do individualismo nos espaços urbanos contemporâneos: breve leitura de anúncios de bairros planejados
Autor(es): MAIA, Rita de Cássia Batista
Palavras-chave: Prática arquitetônica, espaço (arquitetura), individualidade, bairros, renovação urbana.; Pratique architectural, architecture spatiale, l'individualisme, quartiers, rénovation urbaine.
Data do documento: 18-Mai-2016
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: Este trabalho é uma investigação teórica multidisciplinar à luz da Sociologia, do Urbanismo, dialogando com a Psicanálise freudiana. Propondo elaborar uma reflexão sociológica sobre a relação entre individualismo contemporâneo e os processos psicossociais e civilizadores, identificando o reflexo dessa relação na produção material do espaço urbano. Sabe-se que o individualismo emerge de um processo social alavancado pelo capitalismo, e nessa perspectiva, pode se tornar um forte viabilizador da fragmentação físico material do espaço urbano. Em particular a fragmentação planejada com o objetivo de divisão de classes social. Uma dessas implicações refere-se ao fato desses bairros planejados produzirem metaforicamente espaços “êmicos”, ou seja, que se assemelham às “tribos” que evitam, dificultam ou inviabilizam o convívio com indivíduos pertencentes a outras “tribos”. Outra implicação refere-se à “autogestão” desses espaços, que é equivocadamente apresentada à sociedade civil como uma alternativa viável para soluções de problemas sociais e urbanos, contudo deveriam ser solucionados em caráter público, e não de forma particularizada pelo “polo riqueza” da sociedade. Trabalhou-se para responder a seguinte indagação: Como os processos psicossociais do individualismo interferem na produção material do espaço urbano? Sugerindo-se a hipótese de que tanto o desamparo psicossocial quanto a busca por privilégios remanescentes de uma natureza narcísica, fazem o indivíduo desenvolver uma dualidade comportamental que reorganiza os valores sociais na sociedade. Percebeu-se ao final que o processo civilizador ainda não constituiu o saber conviver com o “estranho”, ao contrário equivocadamente fortaleceu estratégias “êmicas”. Agindo assim, o indivíduo alimentou um novo processo social que desta vez reconfigura o individualismo levando-o a construções de “tribos”, intituladas “bairros planejados”. A autogestão é a marca desses bairros, onde o indivíduo vive afastado do Poder Público e da ideia de sociedade em geral.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17494
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Ciências Contábeis

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