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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17475
Título: O MTD e a mobilização pelo trabalho autogestionário no Brasil urbano contemporâneo
Autor(es): MONETA, Márcio de Aguiar Vasconcelos
Palavras-chave: Trabalhadoras;Trabalhadoras autônomas;Trabalhadores.;Organização.;Salário - mulheres
Data do documento: 31-Mai-2010
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: Esta dissertação de mestrado tem por objetivo analisar a experiência do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) na mobilização de trabalhadores/as urbanos/as brasileiros/as através do trabalho autogestionário. Na pesquisa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com participantes de três Grupos de Produção (GP’s) do MTD na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, bem como com dirigentes do Movimento. A investigação incluiu ainda as seguintes tarefas: a observação direta; a análise de documentos do MTD (ou a ele referentes); a aplicação de questionário socioeconômico com as trabalhadoras dos GP’s, constituídos, de modo não intencional, por mulheres. Foram levados em consideração na análise os seguintes aspectos: 1) a formação histórica do MTD e sua base social, bem como sua estrutura organizativa, seus fundamentos e referenciais políticos e sua ação política (relação com o Estado, governos, partidos políticos e outros movimentos sociais); 2) as configurações econômicas, organizativas e de gestão das atividades produtivas nos GP’s; 3) a vivência do trabalho pelas integrantes dos GP’s; 4) aspectos atinentes às relações sociais de sexo das integrantes dos GP’s; 5) finalmente, a experiência política dessas trabalhadoras. Pelos resultados encontrados, percebe-se que a participação no Movimento provocou alterações relevantes na ação das integrantes dos GP’s. Em linhas gerais, as mulheres relataram uma vivência diferenciada do trabalho em comparação ao assalariamento; afirmaram a existência de uma condução compartilhada dos GP’s; expuseram, a respeito de sua condição feminina, uma relativa superação de um comportamento subalterno, que as silenciava, paralisava e mantinha reclusas; demonstraram convicção quanto à importância da luta social (de cujos atos participam entusiasmadamente) para a conquista dos objetivos do Movimento; e, por fim, evidenciaram a presença de elementos germinais de identidade de classe, forjados na participação no MTD. Por outro lado, essa experiência não se converte numa compreensão clara das linhas gerais de organização da sociedade capitalista e numa consciência elaborada da sua condição de classe.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17475
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Serviço Social

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