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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16570
Título: Estratégias adaptativas dos zoantídeos Palythoa caribaeorum e Zoanthus sociatus (Cnidaria, Anthozoa) nos recifes costeiros do litoral de Pernambuco, Brasil
Autor(es): SILVA, Janine Farias da
Palavras-chave: Cnidaria; Recifes e ilhas de coral; Pernambuco
Data do documento: 25-Set-2014
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: Globalmente, estima-se que quase meio bilhão de pessoas vivem a menos de 100 quilômetros de ecossistemas recifais, beneficiando-se da produção e proteção que esses locais proporcionam. O impacto de mergulhadores e visitantes nesses ambientes inclui o contato com as nadadeiras provocando quebras dos corais e a ressuspensão do sedimento e o pisoteio e permanência sobre os recifes. Entre as espécies que melhor caracterizam os recifes de arenito brasileiros estão os zoantídeos Palythoa caribaeorum e Zoanthus sociatus, abundantes até mesmo em áreas com fluxo intenso de turistas, característica percebida em uma das praias mais visitadas do Brasil, a praia de Porto de Galinhas. O presente estudo avaliou a dinâmica ocupacional de Palythoa caribaeorum e Zoanthus sociatus e as estratégias adaptativas das espécies em recifes pernambucanos a partir da cobertura desses zoantídeos e variação dela no tempo e espaço tomando como base a taxa de crescimento e a capacidade adaptativa através da variação microanatômica em P. caribaeorum; e morfométrica em P. caribaeorum e Z. sociatus. Para resultados comparativos sobre a taxa de crescimento de P. caribaeorum foram utilizados colônias da praia de Suape. A cobertura de Zoanthus sociatus foi maior nos recifes pisoteado e não pisoteado de Porto de Galinhas e a altura, diâmetro e volume dos pólipos de Z. sociatus e P. caribaeorum sofreram alterações considerando localidade (recife pisoteado e não pisoteado e períodos seco e chuvoso). A espessura da mesogléia de P. caribaeorum foi a medida microanatômica que mais se notou variação entre os recifes, incluindo o infralitoral. Em relação ao crescimento das colônias de P. caribaeorum, não houve diferença entre as praias nem entre os recifes de Porto de Galinhas e no infralitoral, porém no período seco ocorreu uma diminuição na taxa de crescimento no recife pisoteado. O presente estudo confirma a ideia da alta plasticidade fenotípica de P. caribaeorum e Z. sociatus em resposta a distúrbios ambientais até mesmo em nível microanatômico em P. caribaeorum o qual garante o sucesso ocupacional das espécies. Também reforça o papel fundamental de P. caribaeorum na dinâmica de funcionamento dos recifes costeiros graças a seu crescimento rápido e contínuo, além de estratégias competitivas.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16570
Aparece na(s) coleção(ções):Teses de Doutorado - Biologia Animal

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