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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16325
Título: A trilogia da inquisição de richard zimler: a saga transcultural da família zarco
Autor(es): SANTANA JÚNIOR, Fernando Oliveira
Palavras-chave: Richard Zimler; Literatura Judaica; Literatura Luso-Norte-Americana; Estudos Culturais; Estudos Judaicos; Richard Zimler; Jewish Literature; Luso-North-American Literature; Cultural Studies; Jewish Studies
Data do documento: 21-Ago-2015
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: Este trabalho tem por objetvo analisar, no âmbito dos Estudos Culturais, três romances do escritor judeu luso-norte-americano Richard Zimler (1956-), nascido em Nova Iorque e naturalizado português em 2002. Esses três romances são do chamado Ciclo Sefárdico ou Sefaradita, que consiste em quatro romances “históricos” inter-dependentes que focam diferentes ramos e gerações de uma família de judeus portugueses, a família Zarco: O último cabalista de Lisboa – The Last Kabbalist of Lisbon (1996), Meia-Noite ou o princípio do mundo – Hunting Midnight (2003), Goa ou o guardião da aurora – The Guardian of The Down (2005) e A sétima porta – The Seventh Gate (2007). Desses quatro romances foram selecionados três, que constituem uma Trilogia da Inquisição, pois cobrem um espaço de tempo no qual atuou o Santo Ofício (preliminares e arrefecimento), mas o último é situado durante o surgimento da Shoá (o Holocausto). Assim, a análise dessa trilogia pauta a condição judaica da comunidade sefaradita portuguesa sob as perseguições em diálogo intercultural e transcultural com outras minorias culturais perseguidas: personagens judeus e árabes no primeiro romance da trilogia inquisitorial, judeus e africanos no segundo e judeus e indianos no terceiro. Nesse sentido, cada capítulo de análise se devide em dois blocos. No primeiro bloco, questões de memória, diáspora e identidade cultural são analisadas sob reflexões de Stuart Hall, Homi Bhabha, Roland Walter, Édouard Glissant, Paul Gilroy, Yosef Yerushalmi, Paul Ricoeur, Maurice Halbwachs, Pierre Nora, Jacques Derrida, Cynthia Ozick, etc., quando são solicitados no percurso analítico; no segundo, na esteira do pensamento de Hana Wirth-Nesher, Yonatan Ratosh, George Steiner, Gilles Deleuze e Felix Guattari, o bi/multilinguismo é analisado como meio de desterritorialização/extraterritorialidade e reterritorialização agenciados por “línguas menores” (hebraico, árabe, boxímane e concani) nas “línguas maiores” (inglês e português) nas quais os romances da trilogia são escritos, agenciamento que o autor desta tese vê como projeto literário do escritor Richard Zimler para consolidar sua Diasporic Citizenship (Cidadania Diaspórica), conceito usado a partir de Michel Laguerre. Consolidação que faz de Richard Zimler, também a partir do conceito diaspórico de literatura judaica, pertencer transnacionalmente a ambas as literaturas em que publica, embora escreva apenas em inglês: a norte-americana e a portuguesa
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16325
Aparece na(s) coleção(ções):Teses de Doutorado - Teoria da Literatura

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