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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16032
Título: Usos e significados da escrita ‘fabricados’ no cenário cotidiano de uma escola do Sertão do Pajeú (PE): lendo e escrevendo entre veredas, serras e mandacarus
Autor(es): SANTOS, Jailze de Oliveira
Palavras-chave: Práticas de Letramento; Educação do Campo; Cotidiano Escolar; Usos e Funções da Escrita; Literacy Practices; Field Education; Everyday School Life; Uses and Functions of writing
Data do documento: 20-Ago-2015
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: O presente trabalho tem como linha temática os usos e os significados das práticas de leitura e escrita ocorridas em uma escola do campo, no município de Serra Talhada (PE), e se alinha à concepção de letramento sancionada por teóricos dos Novos Estudos do Letramento (NEL), os quais compreendem serem as práticas de letramento permeadas de crenças, valores, atitudes e ideologias individuais e sociais e que são marcadas por tempo e espaço específicos. Para desenvolver o presente trabalho, elegemos, como foco de atenção, uma escola situada no município de Serra Talhada (PE), Brasil, e como lócus de observação, os ambientes de sala de aula de uma turma de 5º ano, bem como os espaços externos a essa sala. Nosso arcabouço teórico fundamenta as discussões centrais de nossa tese, que giram em torno das práticas de leitura e escrita; da educação do campo; e do estudo do cotidiano. Por considerarmos que as práticas cotidianas são historicamente “construídas” a partir da união de muitos fatores e por entendermos que diferentes ambientes refletem diferentes realidades, estabelecemos como objetivo geral da pesquisa conhecer e analisar o cotidiano dessa escola no que diz respeito aos eventos e às práticas de letramento vivenciados pela comunidade escolar. Assim, pretendemos identificar e analisar as ações e os usos que giram em torno da escrita e da leitura, tendo como pressuposto o fato de que diferentes sujeitos desenvolvem diferentes práticas. Realizamos um estudo qualitativo, com princípios etnográficos, para podermos, de fato, analisar o processo de construção das práticas de leitura e escrita e suas invenções, de modo a evidenciar suas particularidades. Optamos por instrumentos de pesquisa que permitissem descrever e entender os microcontextos em que se desenvolveram as práticas de letramento focalizadas. Para gerar os dados indispensáveis ao prosseguimento da pesquisa, utilizamos como instrumentos: a observação - enquanto técnica principal de investigação; entrevistas semiestruturadas - com a equipe gestora da instituição, pais de alunos e uma professora da escola, e questionários - aplicados aos pais dos alunos e aos alunos da escola. Nossos resultados apontam que no cotidiano da escola pesquisada há vários momentos nos quais é possível perceber atitudes e discursos transformados, ou melhor, “construídos” de acordo com o contexto presente e com as necessidades da situação. Esse movimento nos permitiu olhar para as singularidades, já que práticas cotidianas revelam maneiras de fazer, construções e readaptações e nos dão indícios a respeito dos usos e significados da língua escrita naquele contexto. Concluímos que a escrita é (re) significada e (re)adaptada às diferentes conjunturas do cotidiano escolar, o qual apresenta, algumas vezes, práticas que se aproximam a aspectos do letramento ideológico e, outras vezes, a aspectos do modelo autônomo do letramento. Acreditamos que esta pesquisa possa contribuir para consolidar as metas propostas para a educação do campo, a fim de que este seja um espaço de produção de cultura e de conhecimento. Um lugar onde a heterogeneidade cultural promova a qualidade da educacional, participação efetiva da comunidade e ampliação das experiências de letramento na busca de um exercício efetivo da cidadania.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16032
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Educação

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