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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/14995
Title: Uso de tecnologias sociais para adequação da qualidade da água armazenada em cisternas para consumo humano
Authors: AZEVEDO, Ramona Conceição Moreira de
Keywords: Tecnologia – Aspectos sociais;Água – Controle de qualidade;Água - Tratamento – Brasil
Issue Date: 21-Mar-2014
Publisher: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Abstract: A disponibilidade e usos da água na região Nordeste do Brasil, particularmente na região semiárida, representam um grande entrave para seu desenvolvimento. O sistema de captação e armazenamento de água de chuva em cisternas constitui uma solução individual de abastecimento de água e é uma forma simples de obtenção de água, que já vem sendo adotada há vários séculos. Apesar da melhoria da qualidade de vida da população que utiliza cisternas como forma de abastecimento, durante períodos críticos de estiagem a água de chuva armazenada nas cisternas se esgota e é substituída por água de origem desconhecida, transportada por meio de carro-pipa e distribuída para as comunidades. Os carros-pipa, embora representem uma alternativa mais rápida e de fácil fornecimento de água para populações rurais e urbanas em tempos de crise, por muitas vezes pode ter sido a causa da contaminação da água transportada para as comunidades. O conceito básico da presente pesquisa reside na ideia de adequar água armazenada em cisternas para consumo humano, através da remoção inicial das impurezas mais grosseiras como sólidos, no coador de pano, filtro e potes de barro, em seguida a remoção de patógenos, através da técnica de desinfecção solar - SODIS. A primeira etapa consiste em avaliar a qualidade da água armazenada em 3 cisternas localizadas em Lajedo do Cedro, município de Caruaru – PE. Verificou-se que dentre os parâmetros físico-químicos analisados, somente cloretos não estiveram em conformidade com a Portaria do Ministério da Saúde Nº 2914/11. Verificou-se que tal parâmetro foi excedido em 16% na cisterna C1. Em relação aos parâmetros bacteriológicos, foi detectada a presença de coliformes totais em 100% das amostras analisadas e de E. coli em 87% das amostras analisadas. A segunda etapa é avaliar as variações SODIS quanto à influência da concentração de oxigênio e influência da coloração da garrafa. Verificou-se que a garrafa com cobertura preta e agitação manual foi a que apresentou melhor eficiência de desinfecção solar, pois foi o tipo de cobertura que proporcionou maiores temperaturas da água. Foi constatada uma eficiência de 93% na inativação de coliformes totais e 85% de E. coli. A terceira etapa é avaliar a eficiência de 4 diferentes arranjos de tratamento de água doméstico, sendo eles: (I) coador de pano + filtro de barro, (II) pote de barro + filtro de barro, (III) filtro de barro e (IV) pote de barro, seguidos do pós-tratamento com o processo SODIS mais eficiente da etapa 2. Os quatro arranjos de tratamento doméstico testados em laboratório mostraram que os tratamentos não possuem eficiência significativa na remoção de cloretos, dureza, alcalinidade, condutividade e pH. Em relação à turbidez, o tratamento I foi o mais eficiente, apresentando eficiência de remoção média de 78%, ao passo que o tratamento II apresentou 69% de eficiência de remoção. Em relação aos parâmetros bacteriológicos, os tratamentos I e II apresentaram eficiência de remoção de coliformes totais de 85% e 87%, respectivamente. Em relação à E. coli notou-se uma eficiência de remoção nos tratamentos I e II, respectivamente de 82% e 85%. Em nenhum dos tratamentos, conseguiu-se obter 100% de eficiência na remoção de coliformes totais ou E. coli. Nos experimentos de desinfecção solar como pós-tratamento, verificou-se eficiência na inativação de 100% de coliformes totais e E. coli ainda remanescentes dos quatro tratamentos domésticos testados em laboratório. Considerando o recrescimento bacteriano de 24 horas verificou-se que 21% das amostras apresentaram presença de coliformes totais e 100% das amostras houve ausência de E. coli. Ao avaliar as amostras com 48 horas de repouso, verificou-se recrescimento bacteriano em 33% das amostras de coliformes totais e permanência da ausência de E. coli.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/14995
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Engenharia Civil e Ambiental

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