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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/14047
Title: O Bullying na escola: uma análise do discurso da mídia impressa pedagógica
Authors: Nascimento, Talita Maria César
Keywords: Educação;Bullying e diversidade cultural;Bullying e estudos culturais;Discurso de mídia;Revista Nova Escola
Issue Date: 30-May-2015
Abstract: Esta dissertação, realizada no Programa de Pós-graduação em Educação da UFPE, tem como objeto teórico de estudo o bullying escolarno discurso midiático da revista Nova Escola no período entre os anos de 2008 e 2011. O objetivo desta investigação é fazer emergir o discurso midiático sobre bullying na escola e, assim, compreender qual a rede discursiva que vem se constituindo sobre essa temática em artefatos culturais que têm um papel na formação do sujeito docente. Elegemos para nossa discussão teórico-metodológica a convergência entre a compreensão de cultura como um sistema de significação nos Estudos Culturais e o modo de problematização do discurso por Michel Foucault, prática que forma os objetos de fala. Esse mapa teórico e metodológico nos ajudou a investigar a revista Nova Escola, enquanto um artefato cultural cuja produção e consumo exercem um papel na estruturação dos sujeitos e das práticas sociais; permitiu entender as condições internas de produção e existência do discurso bullying na revista Nova Escola, bem como a maneira como podem intervir na formação do sujeito pedagógico. De forma mais específica, alisamos as regras do discurso sobre o bulllying na Revista Nova Escola. A análise indica que o discurso do bullying na escola se sustenta na atualidade em uma coexistência com outros objetos de saber, como gênero, raça, sexualidade, homofobia, violência doméstica, delinquência juvenil, diferença de classe social. Constatamos que o bullying, como formação discursiva, abarca não somente aspectos relacionados a dimensões psicológicas e cognitivas de indivíduos envolvidos. O bullying está na esteira de reflexões críticas e aprofundadas sobre educação, cultura, família, saúde pública, igualdade social, políticas públicas, ações da área jurídica e uma série de desdobramentos temáticos pertinentes às práticas da sociedade. Os sujeitos e lugares de onde emerge o discurso são psicólogos, psiquiatras, professores, pesquisadores, autores de livros sobre o assunto, ONGs, que enunciam o discurso e vão contribuindo para a sua construção. Pudemos observar que, na medida em que o discurso bullying vai tomando forma e ganhando cada vez mais destaque no cenário midiático, recai sobre a escola e consequentemente no professor a cobrança de lidar com o problema e de promover ações de intervenção e combate ao bullying em suas práticas. Nesse processo, crescem as matérias veiculadas na revista Nova Escola com dicas, sugestões, métodos de abordagem com os alunos e exemplos de ações já realizadas contra o bullying que obtiveram sucesso. Há, assim, uma apropriação explícita do discurso pedagógico pelo discurso midiático. A revista lança mão em seus textos de sugestões e orientações didáticas que dizem o que fazer, que trazem uma receita pronta de como agir diante do problema, ou seja, de como ser um professor que combate o bullying, que está envolvido em algum projeto com seus alunos com vistas à erradicação do problema na escola. O conjunto de enunciados do bullying na revista Nova Escola chama o professor a uma nova realidade, propõe discussões e práticas educativas que produzem no sujeito pedagógico novas maneiras de ser, de trabalhar, de relacionar-se com os indivíduos e com o cotidiano da escola.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/14047
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Educação

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