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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12772
Título: Cortisol salivar e depressão pós-parto
Autor(es): Montenegro, Ana Carla
Palavras-chave: Cortisol; Depressão pós-parto; Ansiedade
Data do documento: 15-Fev-2012
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: A associação de alterações do eixo neuroendócrino (hipotalâmico-pituitário-adrenal) com transtornos psiquiátricos é conhecida, entretanto há poucos relatos na literatura a respeito das mudanças no eixo HPA no período puerperal e depressão pós-parto. O puerpério é caracterizado pelo aumento na vulnerabilidade de transtornos psiquiátricos (depressão e transtornos de ansiedade), entretanto, não se sabe exatamente qual a participação das variações hormonais neuroendócrinas, e como se comportam estes hormônios na depressão pós-parto. Estima-se que a depressão pós-parto (DPP) afete entre 10-15% das mulheres no puerpério A DPP é muitas vezes associada com intenso sofrimento emocional e pode representar conseqüência negativa para mãe e recém nascido. Há inúmeros fatores de risco para DPP, entre eles, destacam-se história pessoal e familiar de transtornos psiquiátricos, fatores socioeconômicos, relação familiar conturbada e também fatores relacionados com o parto, puerpério precoce, fatores biológicos, genéticos e hormonais. A gestação humana influencia de forma importante o eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). O cortisol parece ser um bom marcador biológico da atividade do HPA. As mudanças que ocorrem na gestação e no puerpério alteram os parâmetros utilizados pelas técnicas laboratoriais que medem o cortisol. A persistência da globulina carreadora de cortisol (GCG) no pós-parto altera a medida do cortisol plasmático. A utilização do cortisol salivar para avaliação do eixo HPA tem sido muito estudada, com sensibilidade e especificidades semelhantes aos dos métodos usuais. O presente estudo teve por objetivo avaliar a relação do cortisol salivar com os transtornos psiquiátricos no puerpério. O estudo selecionou mulheres no pós-parto durante a consulta pós-natal de rotina do hospital Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), entre duas e 36 semanas de pós-parto. Foram aplicados dois questionários, um com as características sócio-demográficas e o SCID –I (Structered Clinical Interview for DSM-IV Axis Disorders). O estudo avaliou 66 mulheres, 33 apresentaram critérios para depressão pós-parto (DPP) e 33 não apresentaram sintomas de DPP. A média de idade da amostra foi de 26,24 anos ± 6,57 (range 17-41 anos), A média de pós-parto foi de 97,53 dias ± 50,11. Trinta e quatro mulheres (51,52%) tiveram parto cesariano, 23 (34,85%) apresentaram alguma complicação durante a gravidez (diabetes mellitus, hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, ameaça de abortamento), 48 (72,73%) mulheres eram casadas ou moravam com o companheiro, 50 (75,76%) mulheres não trabalhavam. História pessoal de transtorno psiquiátrico estava presente em 11 (16,67%) mulheres. A média do cortisol salivar nas puérperas com DPP foi de 166,7±109,5 e das sem DPP foi de 199,6±141,3, p=0,22. O estudo conclui que não houve diferença entre os valores do cortisol entre mulheres que apresentaram DPP quando comparadas com as que não apresentaram. Transtorno psiquiátrico prévio a gestação esteve mais associado com DPP.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12772
Aparece na(s) coleção(ções):Teses de Doutorado - Neuropsiquiatria e Ciência do Comportamento

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