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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11875
Título: Modernização centralizadora: território e desenvolvimento urbano na província de Sergipe (1855 -1860)
Autor(es): SANTOS, Waldefrankly Rolim de Almeida
Palavras-chave: História do Brasil; Modernização urbana; Território; Cidade-Capital; Sergipe
Data do documento: 27-Fev-2014
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: A tese parte da premissa de que a criação da cidade de Aracaju, em 1855, compôs um projeto de ordenamento territorial dos espaços urbanos brasileiros, empreendido pela política administrativa centralizadora do Império, visando à modernização da rede urbana do país. Aracaju representou um processo de modernização conservadora, centralizadora, realizada no período em que o Brasil esteve sob o “domínio” político do Gabinete de Conciliação (1853-1857), o que permitiu a integração das elites regionais em torno de um projeto de modernização nacional. Neste Sentido, a presente tese objetiva visualizar os distintos contornos políticos de Sergipe no contexto de sua participação no Império, à constituição de um ambiente marcado pela idealização de um modo de vida urbano, “civilizado”, capaz de colocar a província nos pontos de convergência de um projeto civilizador nacional, bem como, a centralização e controle territorial por meio da fundação de uma Cidade-Capital e da consolidação da rede urbana em seu entorno. Esta tese contribui para o entendimento das modalidades e dos graus diversos de apropriação e transferência de modelos urbanos no Brasil, ampliando a produção historiografia sobre as cidades brasileiras no império. Utiliza-se, para tanto, do conceito de civilização, de Nobert Elias, assim como, dos conceitos de táticas e estratégias de Michel de Certeau para a análise dos conflitos urbanos decorrentes dos cinco primeiros anos da fundação da cidade (1855-1860). A ideia de modernização conservadora encontra respaldo nos estudos de Raimundo Faoro e de Barrington Moore Júnior. A leitura sobre o papel estratégico da ideologia de uma Cidade-Capital no século XIX, seu peso geopolítico na configuração territorial brasileira foi possível mediante a apropriação do conceito de Cidade-Capital do historiador italiano Giulio Carlo Argan. Para concretização instrumentalização da pesquisa, metodologicamente, os documentos coletados nos arquivos públicos, estadual e nacional, passaram por um processo de pré-análise, diante da opção por uma análise de conteúdo temática, constituída pela escolha dos documentos (relatórios dos presidentes, posturas, infrações, atas, correspondência, legislação provincial), submetidos a uma análise categorial.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11875
Aparece na(s) coleção(ções):Teses de Doutorado - História

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