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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11662
Título: Isolados clínicos de Klebsiella pneumoniae produtores e não produtores de KPC: relação com a presença dos genes de virulência fimH, mrkD e irp2.
Autor(es): MELO, Rita de Cássia Andrade
Palavras-chave: Klebsiella pneumoniae;Resistência;Virulência
Data do documento: 15-Mar-2013
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: Klebsiella pneumoniae é um patógeno oportunista frequentemente associado a infecções hospitalares do trato respiratório e do trato urinário de indivíduos imunocomprometidos e neonatos, e podem produzir diferentes tipos de fatores de virulência, como adesinas fimbriais (genes fimH e mrkD ) e sideróforos, como a yersiniabactina (gene irp2), importantes no desenvolvimento da infecção. O objetivo do presente estudo foi determinar a ocorrência dos genes de virulência fimH, mrkD e irp2 em isolados de K. pneumoniae produtores e não produtores de KPC, provenientes de pacientes de diferentes hospitais de Recife-PE, como também a relação clonal, através da ERIC-PCR, e o perfil de susceptibilidade a antimicrobianos desses isolados bacterianos. Para esse estudo foram selecionados 23 isolados produtores de KPC e 23 isolados não produtores de KPC, todos da espécie K. pneumoniae. Os genes de virulência foram detectados através da PCR e sequenciamento de DNA. Analisando o perfil de susceptibilidade aos antimicrobianos dos isolados selecionados, observamos que a amicacina (n=39/ 84,78%) e a polimixina (n=41/ 89,13%), foram os antimicrobianos de melhor atividade para inibir a K. pneumoniae, tanto KPC-positivas quanto negativas, onde observamos que 5 isolados apresentaram resistência a polimixina, sendo 3 no grupo KPC-positivo e 2 no grupo KPC-negativo. Esse é o primeiro relato da resistência de K. pneumoniae à polimixina. No grupo KPC-positivo foi observada uma alta taxa de resistência à cefalosporinas, seguidas dos carbapenêmicos. Ficou evidenciado que o ertapenem é o melhor antimicrobiano para detectar resistência fenotípica ao grupo dos carbapenêmicos. A tipagem pela ERIC-PCR gerou 37 perfis genéticos, demonstrando que houve Uma disseminação multiclonal de isolados de K. pneumoniae em Recife-PE, Brasil. Dentre os 46 isolados analisados pela ERIC-PCR, cincoperfis agruparam mais de um isolado bacteriano com relação clonal. No presente estudo não foi possível detectar a relação direta entre a presença do gene blaKPC com cada gene de virulência individualmente, visto que os grupos estudados, KPC-positivo e KPC-negativo, apresentaram presenças semelhantes dos genes de virulência. Por outro lado, foi observado que os genes de virulência irp2, mrkD e fimH apresentaram-se juntos com uma maior frequência no grupo KPC-positivo. O acúmulo de genes de virulência em isolados de K. pneumoniae KPC positivos, observado nesse estudo, juntamente com a multirresistência, impõe relevantes limitações terapêuticas no tratamento de infecções causadas por K. pneumoniae em Recife-PE, Brasil.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11662
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Medicina Tropical

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