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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11310
Título: Homens e masculinidades na política Nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres
Autor(es): Silva, Hermerson de Moura
Palavras-chave: Gênero; Homens; Masculinidades; Políticas públicas; Violência contra as mulheres.
Data do documento: 31-Jan-2012
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: SILVA, Hemerson de Moura UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Homens e masculinidades na Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Recife, 2012. 153f. : Dissertação (mestrado) – UFPE, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-graduação em Sociologia. Recife, 2012..
Resumo: Esta pesquisa buscou identificar e analisar de que maneira os homens são posicionados e qual(is) noção(ões) de masculinidade(s) figura(m) nas políticas públicas brasileiras de enfrentamento à violência contra as mulheres. Os fundamentos teórico-conceituais de “gênero” foram problematizados a partir dos estudos sobre homens e masculinidades que dialogam com produções feministas, e estruturados com base em Joan Scott. A partir da apreciação de vários documentos referentes a políticas públicas, optou-se por focar a análise no texto da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, por compreender que nela estão contidos os princípios, diretrizes e conceitos principais referentes às políticas públicas nessa área. Como metodologia, utilizou-se uma abordagem qualitativa da Análise de Conteúdo, pautada fundamentalmente nas contribuições de Laurence Bardin, focalizando documentos de domínio público. A análise do material foi feita com a construção de dois quadros nomeados de trajetória histórica e mapa de ideias, a fim de identificar o contexto de formulação da Política por meio de documentos, eventos e interlocutores referenciados pelo texto, e os principais significados atribuídos aos termos “gênero”, “homem(ns)”, “masculinidade(s)/masculino”, “mulher(es)” e “feminilidade(s)/feminino”. De maneira geral, o conteúdo do documento analisado aponta (ao menos no plano da formulação) para um salto quantitativo e qualitativo, nos últimos dez anos, das políticas públicas brasileiras de enfrentamento à violência contra as mulheres e para um contexto favorável no momento de formulação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Muitos desses avanços se devem a influência externa ao Brasil, advinda de organismos internacionais e da pressão dos movimentos feminista e de mulheres brasileiros. Embora avanços possam ser detectados, inclusive no que diz respeito aos fundamentos teórico-conceituais de “gênero”, as análises demonstram que os homens, quando aparecem, são colocados no lugar de agressores ou associados quase que exclusivamente ao âmbito da punição, culpa ou condenação. A masculinidade, por seu turno, é vista como a representação da dominação dos homens sobre as mulheres e é apresentada como algo que deve ser compreendido fundamentalmente para tornar mais eficaz o enfrentamento à violência contra as mulheres.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11310
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Sociologia

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