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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/10570
Título: Alterações cardiovasculares e acidobásicas no choque hemorrágico, em suínos tratados sem reposição volêmica, com solução salina exclusiva e associada a concentrado de hemácias
Autor(es): ABREU, Gilberto Fernandes Silva de
Palavras-chave: Trauma; Choque Hemorrágico; Reanimação; Suínos
Data do documento: 12-Mar-2012
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: ABREU, Gilberto Fernandes Silva de. Alterações cardiovasculares e acidobásicas no choque hemorrágico, em suínos tratados sem reposição volêmica, com solução salina exclusiva e associada a concentrado de hemácias. Recife, 2012. 93 f. : Tese (doutorado) - UFPE, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-graduação em Cirurgia, 2012.
Resumo: O tratamento eficaz do choque hemorrágico através da reanimação volêmica deve restabelecer a perfusão tecidual e minimizar os efeitos da hipóxia celular. A reposição de líquidos hidrossalinos e hemoderivados se baseia, fundamentalmente, nas alterações dos parâmetros hemodinâmicos e padrão dos gases sanguíneos. Estes podem apresentar variações na dependência do tipo de trauma, sítio da injúria ou continuidade do sangramento. Objetivo: Avaliar e comparar as respostas cardiocirculatórias e acidobásicas, em suínos tratados por três terapias diferentes após indução de choque hemorrágico. Métodos: Trinta e cinco suínos Dalland foram divididos em quatro grupos: Controle; Sangria; Salina; Salina + Concentrado de hemácias. As variáveis cardiocirculatórias avaliadas foram: frequência cardíaca (FC), pressão arterial média (PAM) e pressão venosa central (PVC). As variáveis acidobásicas avaliadas foram: bicarbonato padrão ([HCO3-]), diferença de bases (DB) e lactato (lact-). O choque hemorrágico foi induzido, retirando-se (624,25±64,55 ml), (619,30±44,94 ml) e (664,23±39,96 ml) do volume sanguíneo, respectivamente, para os grupos Sangria, Salina e Salina + Concentrado de hemácias. Terapias adotadas: Grupo Sangria - sem reposição volêmica; Grupo Salina - reposição com 676 ml de solução salina a 0,9%; Grupo Salina + Concentrado de hemácias - reposição com 440 ml de solução salina a 0,9% mais 291 ml de concentrado de hemácias. A avaliação do tratamento foi realizada aos 10 (T3), 30 (T4), 45 (T5) e 60 minutos (T6), a partir da remoção completa dos volumes programados. A análise estatística foi realizada através do teste de Bonferroni, aplicada a diferença média das variáveis verificadas, durante o período de execução dos métodos terapêuticos, com uma margem de segurança de 95%. Resultados: FC; Os grupos terapêuticos apresentaram valores significativamente maiores que o grupo Controle; Controle e Sangria [p=0,016], Controle e Salina [p=0,048] e Controle e Salina + Concentrado de Hemácias [p=0,005]. Não houve diferença significativa entre os grupos Sangria e Salina [p=1,000]; Sangria e Salina + Concentrado de hemácias [p=1,000]; Salina e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,721]. PAM; Houve diferença significativa entre todos os grupos: Controle e Sangria [p=0,000], Controle e Salina [p=0,000] Controle e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,002], Sangria e Salina [p=0,000], Sangria e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,000], Salina e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,003]. PVC; Não houve diferença significativa entre os grupos estudados. [HCO3-] padrão; Houve diferença significativa entre os grupos Controle e Sangria [p=0,000], Controle e Salina [p=0,000], Controle e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,000], Sangria e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,022], Salina e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,012]. Não houve diferença significativa entre os grupos Sangria e Salina [p=1,000]. DB; Houve diferença significativa entre os grupos Controle e Sangria [p=0,000], Controle e Salina [p=0,000], Controle e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,000], Sangria e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,018], Salina e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,007]. Não houve diferença significativa entre os grupos Sangria e Salina [p=1,000]. LACTATO; Houve diferença significativa entre os grupos Controle e Sangria [p=0,001], Controle e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,012], Sangria e Salina [p=0,008]. Não houve diferença significativa entre os grupos Controle e Salina [p=0,448], Sangria e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,257], Salina e Salina + Concentrado de hemácias [p=0,244]. Conclusões: No choque hemorrágico profundo, quando a fonte de sangramento está inativa, a reposição isovolêmica exclusiva, com solução salina a 0,9% ou associada a concentrado de hemácias, determina elevação da PAM, entretanto, não induz alterações significativas das demais variáveis cardiovasculares e no balanço acidobásico, quando comparada à evolução natural sem reposição.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/10570
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