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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/10360
Título: Avaliação da deposição pulmonar de partículas liberadas de inaladores pressurizados dosimetrados associados ou não a espaçadores valvulados. Estudo da distribuição do tamanho de partículas in vitro e do seu efeito clínico in vivo em pacientes com asma mal controlada
Autor(es): GONÇALVES, Talita Mota
Palavras-chave: Beclometasona/formoterol; Luticasona/salmeterol; Controle da asma; Espaçador valvulado; Deposição pulmonar
Data do documento: 29-Ago-2012
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: GONÇALVES, Talita Mota. Avaliação da deposição pulmonar de partículas liberadas de inaladores pressurizados dosimetrados associados ou não a espaçadores valvulados: estudo da distribuição do tamanho de partículas in vitro e do seu efeito clínico in vivo em pacientes com asma mal controlada. Recife, 2012. 156 f. Tese (doutorado) - UFPE, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, 2012.
Resumo: A quantidade de fármaco depositado ao nível das vias respiratórias inferiores depende, entre outros fatores, do dispositivo utilizado e da forma como é efetuada a técnica inalatória. Através do sistema de Inaladores Pressurizados Dosimetrados (IPDs) a deposição pulmonar do aerossol é otimizada quando associado a espaçadores. Dois importantes problemas inerentes ao uso dos IPDs – coordenação entre premer o dispositivo e inalar (coordenação mão-pulmão) e o depósito da medicação na orofaringe (responsável por seus efeitos extra-pulmonares) – são minimizados pelo acoplamento de espaçadores valvulados. Vários tipos de espaçadores estão disponíveis comercialmente e sua escolha adequada pode repercutir significativamente na prática clínica, pois cada combinação IPD – espaçador apresenta comportamento único. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar in vitro o perfil de liberação de partículas de combinações de 3 diferentes espaçadores valvulados (Vortex®, AeroChamber Plus® e Able Spacer®) com dois dos IPDs comercialmente disponíveis para o tratamento da asma; Seretide® (GlaxoSmithKline - Fluticasona/Salmeterol 125/25 μg por dose) e Fostair® (Chiesi Farmacêutica - Beclometasona/Formoterol 100/6 μg por dose) e comparar o efeito in vivo deste último inalador. Métodos: O estudo foi conduzido em duas etapas: a primeira tratou da avaliação do perfil de distribuição do tamanho de partículas in vitro para ambos os medicamentos com e sem os espaçadores, usando um aparelho de impactação em cascata - Next Generation Impactor (NGI); na segunda etapa foi conduzido um estudo clínico aberto, randomizado, paralelo (2 grupos), com 37 pacientes de ambos os sexos, idade entre 18-65 anos, portadores de asma mal controlada que utilizaram a associação Beclometasona/Formoterol (100/6 μg por dose Fostair® - 2 aspirações 2 vezes ao dia) para comparação da eficácia entre as duas formas de tratamento (com e sem o espaçador Vortex®). Os pacientes foram acompanhados durante 10 semanas. As variáveis medidas foram a pontuação no questionário Asthma Control Test (ACT), como desfecho primário, e o Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1). Resultados: No estudo in vitro foi observado que, com os dois IPDs testados, os 3 espaçadores valvulados reduziram significativamente a maior parte das partículas grosseiras que normalmente se depositam dentro da boca e na garganta. Em relação à dose de medicação em Finas Partículas (DFP – aquelas com diâmetro de 1 a 5 μm), o espaçador Able Space® reduziu a DFP para ambos os medicamentos, indicando menor eficácia. O emprego dos espaçadores Vortex® e AeroChamber® Plus resultou em médias de DFP comparáveis àquelas obtidas quando o Fostair® e o Seretide® foram testados sem espaçador. No estudo in vivo, os resultados sugerem que os dois grupos de tratamentos (Fostair® com e sem espaçador Vortex®) apresentaram melhora clínica, funcional e estatisticamente significativa no controle da asma. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos em nenhum momento de avaliação, entretanto, em ambos os grupos, foi observada diferença estatisticamente significativa entre os valores basais e aqueles verificados aos 30 e 60 dias de tratamento. Conclusão: O desempenho in vitro destes dispositivos pode servir como indicativo para sua escolha em situações clínicas específicas, mas não anula a necessidade de estudos clínicos para confirmar as consequências terapêuticas destes resultados.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/10360
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Ciências Farmacêuticas

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