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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8594
Title:  É assim que deve ser .... : o governamento das famílias e os serviços de assistência em saúde mental infantil
Authors: Gomes Rodrigues, Sthéfani
Keywords: Governamentalidade; Saúde Mental Infantil; Família; Psicologia Discursiva
Issue Date: 31-Jan-2011
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Citation: Gomes Rodrigues, Sthéfani; de Lourdes Meira Cordeiro, Rosineide. É assim que deve ser .... : o governamento das famílias e os serviços de assistência em saúde mental infantil. 2011. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011.
Abstract: Essa dissertação tem como objetivo analisar os lugares atribuídos aos familiares no processo terapêutico de crianças usuárias do CAPS infantil de Campina Grande-PB no discurso dos profissionais da instituição. Para o desenvolvimento dessa discussão recorremos aos conceitos de biopoder e governamentalidade de Michel Foucault. Nesse sentido, compreendemos as políticas públicas em saúde mental como parte das novas estratégias de gestão da população, onde o que se coloca é não só a gestão das vidas, mas a gestão dos riscos, nesse caso, os riscos psíquicos. O presente estudo dialoga com os estudos da Psicologia Discursiva considerando autores como Potter e Wetherrell. Na pesquisa, utilizamos observações, registradas em diário de campo e entrevistas com os profissionais da instituição. Em seguida, foi feita a análise do discurso considerando a função, construção e variabilidade discursivas. A partir do material, observou-se que os profissionais tendem a negar a função reguladora e normativa da instituição. Em seus discursos, a maioria dos profissionais não admite as regras como obrigatoriedade, sendo utilizados termos substitutivos como combinados e acordos . A família, geralmente, é vista como desorganizada e o sofrimento psíquico da criança é atribuído a essa desorganização. Atribui-se à instituição a função de organizador psíquico , para tanto, ela deve organizar a família desestruturada. O estabelecimento de regras é visto como elemento organizador da família e da criança. O discurso da maioria dos profissionais culpabiliza e responsabiliza os familiares tanto pelo sofrimento psíquico da criança quanto pela não adesão ao tratamento ou realização inadequada do tratamento. Porém, também, aparecem discursos que reconhecem as dificuldades enfrentadas pelos familiares, sendo descritas como: sentimento de frustração por ter um filho diferente, dificuldade de aceitar o problema do filho, questões financeiras, entre outras. Partindo da análise, observamos uma desvalorização dos saberes dos familiares e uma legitimação dos saberes especializados, que conduzem a melhor forma de cuidar e tratar a criança em sofrimento psíquico. Nesse contexto, vemos o CAPS infantil como um agente normalizador das condutas da população e entendemos as ações dos familiares que faltam, não cumprem as orientações em casa, não querem participar do grupo de família, ou a própria negação da doença, etc., como resistência, uma postura de insubmissão diante dos saberes especializados, que estabelecem uma verdade sobre a melhor forma de cuidar e tratar a criança em sofrimento psíquico
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8594
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Psicologia

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