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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67616

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dc.contributor.advisorBRANDÃO, Simone Cristina Soares-
dc.contributor.authorROCHA, Isaura Elaine Goncalves Moreira-
dc.date.accessioned2026-01-14T15:01:27Z-
dc.date.available2026-01-14T15:01:27Z-
dc.date.issued2025-11-17-
dc.identifier.citationROCHA, Isaura Elaine Goncalves Moreira. Efeitos da dipirona e do paracetamol sobre o ducto arterioso fetal no terceiro trimestre: estudo de coorte prospectivo. 2025. Tese (Doutorado em Cirurgia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67616-
dc.description.abstractIntrodução: O ducto arterioso fetal (DA) é uma estrutura essencial à circulação intrauterina, permitindo o desvio do fluxo pulmonar para a aorta. Sua constrição prematura pode causar sobrecarga do ventrículo direito, disfunção cardíaca e hipertensão pulmonar neonatal. Embora haja relatos associando dipirona e paracetamol à constrição ductal, faltam estudos prospectivos e comparativos em uma mesma população. Este estudo avaliou os efeitos desses fármacos sobre o DA fetal e a hemodinâmica pulmonar. Métodos: Coorte prospectiva com 67 gestantes saudáveis (dipirona:27; paracetamol:20; controle:20). Considerou-se exposição recente o uso até 72 horas antes do exame. A ecocardiografia fetal foi realizada durante a exposição (T1) e repetida após 5 a 7 dias sem uso (T2). Avaliaram-se as velocidades sistólica (VelS) e diastólica (VelD) e o índice de pulsatilidade (IP) do ducto arterioso, além dos tempos de aceleração (TA) e ejeção (TE) do fluxo pulmonar para estimativa da pressão arterial pulmonar média (PMAP) e da razão TA/TE. A constrição ductal foi graduada de acordo com critérios ecocardiográficos baseados na magnitude das alterações do fluxo e da repercussão hemodinâmica fetal. As análises estatísticas incluíram ANOVA de medidas repetidas, cálculo do risco relativo (RR; IC95%) e regressão logística multivariada. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri (CAAE: 69655723.0.0000.5055). Resultados: A análise de medidas repetidas (ANOVA) mostrou diferença significativa para o IP no grupo dipirona, com aumento de 1,86 ± 0,43 para 2,28 ± 0,41 (p < 0,001), além de redução de VelS de 1,26 ± 0,48 para 1,03 ± 0,39 m/s (p = 0,038) e de VelD de 0,29 ± 0,24 para 0,18 ± 0,17 m/s (p = 0,045). No grupo paracetamol, não houve interação significativa grupo×tempo, observando-se apenas discreto aumento do IP de 2,20 ± 0,44 para 2,40 ± 0,29 (p = 0,040), sem diferenças nas velocidades de fluxo (p > 0,05). No total, 18 fetos (26,8%) apresentaram constrição ductal, sendo 14/27 (51,9%) no grupo dipirona (8 leves, 6 moderadas) e 4/20 (20%) no grupo paracetamol (todos leves). Entre os expostos à dipirona, o IP foi significativamente menor nos casos com constrição (1,48 ± 0,33) em relação aos sem constrição (2,28 ± 0,33; F = 38,23; p < 0,001). Padrão semelhante foi observado entre os expostos ao paracetamol (1,62 ± 0,29 versus 2,35 ± 0,28; F = 22,36; p < 0,001). Após a suspensão dos fármacos, houve redução significativa da constrição, com resolução completa em 14 (77,8%) e melhora parcial em 4 (22,2%) casos. O risco relativo para dipirona foi 2,08 (IC95%: 1,40–3,07; p < 0,001), maior em doses ≥ 1 g (RR = 3,17; IC95%: 1,51–6,67; p < 0,001), mantendo-se preditor independente na regressão multivariada (OR = 20,9; IC95%: 3,19–136,7; p = 0,002). Em ambos os grupos, não foram observadas alterações significativas na pressão arterial pulmonar média nem na razão TA/TE (p > 0,05). Conclusões: A dipirona no final da gestação associa-se à constrição ductal fetal de forma dependente da dose e predominantemente reversível após a suspensão. O paracetamol causou alterações leves e transitórias. Nenhum dos fármacos demonstrou impacto mensurável sobre a hemodinâmica pulmonar fetal. Esses achados reforçam a necessidade de cautela no uso de analgésicos durante o final da gestação e destacam o papel do ecocardiograma fetal como ferramenta de monitorização e prevenção de complicações em gestantes expostas.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pernambucopt_BR
dc.rightsopenAccesspt_BR
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/pt_BR
dc.subjectDucto arterioso fetalpt_BR
dc.subjectConstrição ductalpt_BR
dc.subjectEcocardiografia fetalpt_BR
dc.titleEfeitos da dipirona e do paracetamol sobre o ducto arterioso fetal no terceiro trimestre: estudo de coorte prospectivopt_BR
dc.typedoctoralThesispt_BR
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/7145108991267264pt_BR
dc.publisher.initialsUFPEpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.degree.leveldoutoradopt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/9653736728361794pt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pos Graduacao em Cirurgiapt_BR
dc.description.abstractxIntroduction: The fetal ductus arteriosus (DA) is essential for intrauterine circulation, diverting pulmonary blood flow to the aorta. Its premature constriction may lead to right ventricular overload, cardiac dysfunction, and neonatal pulmonary hypertension. Although both dipyrone and acetaminophen have been implicated in ductal constriction, prospective and comparative studies evaluating these drugs in the same population are lacking. This study aimed to analyze the effects of dipyrone and acetaminophen on the fetal DA and pulmonary hemodynamics. Methods: A prospective cohort including 67 healthy pregnant women (metamizole:27; acetaminophen: 20; controls: 20). Recent exposure was defined as drug use within 72 hours before examination. Fetal echocardiography was performed during exposure (T1) and repeated after 5–7 days without use (T2). Ductal parameters included peak systolic (VelS) and diastolic (VelD) velocities and pulsatility index (PI). Pulmonary evaluation included acceleration (AT) and ejection (ET) times to estimate mean pulmonary artery pressure (MPAP) and AT/ET ratio. Ductal constriction was graded according to echocardiographic criteria based on the magnitude of flow abnormalities and hemodynamic repercussions. Statistical analyses included repeated measures ANOVA, relative risk (RR; 95% CI), and multivariable logistic regression. The study was approved by the Research Ethics Committee of Universidade Regional do Cariri (CAAE: 69655723.0.0000.5055). Results: Repeated-measures ANOVA showed a significant increase in PI in the metamizole group (from 1.86 ± 0.43 to 2.28 ± 0.41; p < 0.001), with reductions in VelS (from 1.26 ± 0.48 to 1.03 ± 0.39 m/s; p = 0.038) and VelD (from 0.29 ± 0.24 to 0.18 ± 0.17 m/s; p = 0.045). In the acetaminophen group, no significant group×time interaction was observed, with only a mild PI increase (from 2.20 ± 0.44 to 2.40 ± 0.29; p = 0.040) and no change in flow velocities (p > 0.05).Overall, 18 fetuses (26.8%) showed ductal constriction: 14/27 (51.9%) in the metamizole group (8 mild, 6 moderate) and 4/20 (20%) in the acetaminophen group (all mild). In the metamizole group, PI was significantly lower in fetuses with constriction (1.48 ± 0.33) compared with those without (2.28 ± 0.33; F = 38.23; p < 0.001). A similar pattern was observed in the acetaminophen group (1.62 ± 0.29 vs 2.35 ± 0.28; F = 22.36; p < 0.001). After discontinuation, constriction improved in all cases, with complete resolution in 14 (77.8%) and partial in 4 (22.2%). Metamizole was associated with a higher risk of constriction (RR = 2.08, 95% CI 1.40 3.07; p < 0.001), especially at doses ≥ 1 g (RR = 3.17, 95% CI 1.51–6.67; p < 0.001), and remained an independent predictor in multivariable analysis (OR = 20.9, 95% CI 3.19–136.7; p = 0.002). Neither drug produced significant changes in MPAP or AT/ET ratio (p > 0.05), indicating no measurable effect on fetal pulmonary hemodynamics. Conclusions: Metamizole use in late pregnancy is associated with dose-dependent fetal ductal constriction, largely reversible after withdrawal. Acetaminophen caused only mild, transient changes. No alterations in fetal pulmonary vascular parameters were detected in either group. These findings emphasize the need for caution in the use of analgesics during late pregnancy and highlight the role of fetal echocardiography as a valuable tool for monitoring and preventing complications in exposed pregnancies.pt_BR
dc.contributor.authorORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-4296-3708pt_BR
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