Skip navigation
Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66916

Share on

Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.contributor.advisorMOURA, Líbia Cristina Rocha Vilela-
dc.contributor.authorTEIXEIRA JÚNIOR, Gilson José Allain-
dc.date.accessioned2025-11-19T13:36:55Z-
dc.date.available2025-11-19T13:36:55Z-
dc.date.issued2025-10-28-
dc.identifier.citationTEIXEIRA JÚNIOR, Gilson José Allain. Hanseníase multibacilar mimetizando lúpus eritematoso sistêmico: os critérios de classificação EULAR/ACR 2019 resolvem esta confusão diagnóstica?. 2025. Tese (Doutorado em Medicina Tropical) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66916-
dc.description.abstractIntrodução: O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica que acomete múltiplos órgãos ou sistemas. O LES não apresenta manifestação clínica patognomônica ou teste laboratorial sensível e específico o suficiente para gerar um diagnóstico definitivo. Para o diagnóstico, são utilizados mundialmente os critérios propostos pelo Colégio Americano de Reumatologia (ACR) e Liga Europeia de Reumatologia (EULAR), realizados em 2019. A presença de 10 pontos ou mais nestes critérios tem sensibilidade e especificidade de 96%. Porém os critérios diagnósticos para o LES podem ter especificidade mais baixa em regiões endêmicas para doenças infecciosas crônicas, como o Brasil, endêmico para Hanseníase, doença que pode apresentar manifestações clínico-laboratoriais semelhantes àquela doença. Objetivo: Analisar a aplicabilidade dos critérios classificatórios EULAR/ACR 2019 para lúpus eritematoso sistêmico (LES) em pacientes com hanseníase multibacilar (MB) e os desafios no diagnóstico diferencial em regiões endêmicas. Pacientes e Métodos: Foi realizado um estudo de prevalência, onde foram aplicados os critérios diagnósticos de LES propostos pelo ACR/EULAR 2019, em um banco de dados de pacientes com diagnóstico recente de hanseníase multibacilar. Também foi calculada a especificidade e o número de falso-positivos dos critérios nesse grupo de doentes. A população estudada foi composta por pacientes com diagnóstico recente (até 6 meses) de Hanseníase multibacilar, baseado com o índice baciloscópico maior que zero, que deram entrada no ambulatório de hanseníase da Clínica Dermatológica da UFPE durante o período da coleta de dados. Resultados: A hanseníase MB apresenta sobreposição significativa com manifestações clínicas e sorológicas do LES, como lesões cutâneas, artrite, linfopenia, anemia hemolítica, proteinúria e presença de autoanticorpos como FAN e antifosfolípides. Apesar dos critérios EULAR/ACR 2019 terem melhor especificidade em relação aos anteriores, ainda não impedem completamente a classificação errônea de pacientes com hanseníase como portadores de LES, especialmente na presença de múltiplas manifestações inespecíficas e FAN positivo. Conclusão: O uso isolado dos critérios classificatórios EULAR/ACR 2019 pode resultar em falsos diagnósticos de LES em pacientes com hanseníase. A integração de dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais é indispensável, assim como uma avaliação criteriosa em regiões endêmicas. São necessários estudos futuros para validação desses critérios em populações expostas a doenças infecciosas crônicas.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pernambucopt_BR
dc.rightsopenAccesspt_BR
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/pt_BR
dc.subjectLúpus Eritematoso Sistêmicopt_BR
dc.subjectHanseníasept_BR
dc.subjectDiagnóstico Diferencialpt_BR
dc.titleHanseníase multibacilar mimetizando lúpus eritematoso sistêmico: os critérios de classificação EULAR/ACR 2019 resolvem esta confusão diagnóstica?pt_BR
dc.typedoctoralThesispt_BR
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/6693687751888871pt_BR
dc.publisher.initialsUFPEpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.degree.leveldoutoradopt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/9689077999650336pt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pos Graduacao em Medicina Tropicalpt_BR
dc.description.abstractxIntroduction: Systemic lupus erythematosus (SLE) is a chronic, multisystem inflammatory autoimmune disease with a variable course. SLE lacks pathognomonic clinical manifestations and laboratory tests with sufficient sensitivity and specificity for a definitive diagnosis. For classification purposes, the criteria jointly proposed by the American College of Rheumatology (ACR) and the European League Against Rheumatism (EULAR), updated in 2019, are widely used. The presence of 10 or more points in these criteria yields approximately 96% sensitivity and specificity. However, the application of these criteria may have lower specificity in regions endemic for chronic infectious diseases, such as Brazil, where leprosy—particularly in its multibacillary (MB) form—may exhibit clinical and laboratory findings similar to those of SLE. Objective: To analyze the applicability of the 2019 EULAR/ACR classification criteria for systemic lupus erythematosus (SLE) in patients with multibacillary (MB) leprosy and to discuss the challenges of differential diagnosis in endemic regions. Patients and Methods: A prevalence study was conducted, applying the diagnostic criteria for SLE proposed by ACR/EULAR 2019 to a database of patients recently diagnosed with multibacillary leprosy. The specificity and the number of false positives of the criteria in this group of patients were also calculated. The studied population consisted of patients with a recent diagnosis (up to 6 months) of multibacillary leprosy, based on a bacilloscopic index greater than zero, who were admitted to the leprosy outpatient clinic of the Dermatology Clinic at UFPE during the data collection period. . Results: Multibacillary leprosy showed significant overlap with the clinical and serological manifestations of SLE, including cutaneous lesions, arthritis, lymphopenia, hemolytic anemia, proteinuria, and the presence of autoantibodies such as antinuclear antibodies (ANA) and antiphospholipid antibodies. Although the 2019 EULAR/ACR criteria demonstrate improved specificity compared with previous versions, they still do not completely prevent the misclassification of leprosy patients as having SLE, particularly in cases with multiple nonspecific manifestations and positive ANA results. Conclusion: The isolated use of the 2019 EULAR/ACR classification criteria may lead to false-positive SLE diagnoses in patients with leprosy. Integrating clinical, epidemiological, and laboratory data is essential, along with careful clinical assessment in endemic regions. Further studies are required to validate these criteria in populations exposed to chronic infectious diseases.pt_BR
Appears in Collections:Teses de Doutorado - Medicina Tropical

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
TESE Gilson Jose Allain Teixeira Junior.pdf1.14 MBAdobe PDFThumbnail
View/Open


This item is protected by original copyright



This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons