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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/19112
Título: A produção da criança vítima de violência sexual
Autor(es): VILLACORTA, João Augusto Machado
Palavras-chave: Enfant; Violence; Pratiques; Réseaux; Connaissance; Criança; Violência; Práticas; Redes; Conhecimento
Data do documento: 15-Fev-2012
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: Este estudo analisa as distintas versões para o fato ―crianças vítimas de violência sexual‖ que emergem da complexa interação entre os adultos, mais especificamente, profissionais cujas práticas estão atreladas ao Centro de Referência da Criança e do Adolescente -CERCA, serviço da Prefeitura da Cidade do Recife destinadoao atendimento de famílias em situações apontadas socialmente como violência. Mostraque em tais versões também estão implicadas as relações com as crianças, por meio deum funcionamento em rede e orquestração entre diferentes materiais, discursivos, coletivos e híbridos. Ao utilizar como eixo metodológico a Teoria Ator-Rede proposta peloantropólogo francês Bruno Latour, descrevoas práticas e relaçõesentre os profissionais que circulam na instituição, o que permite observara tessitura das redes que possibilitam as construções do fato citado e contribuemna sua produção. Assim, foi possível me aproximar de um permanente movimento entre o que há de estabilização do que se constrói sobre o fato e o quanto este é minado pelas lacunas presentes na relação do conhecimento com a realidade. Desmoronamentopossível também pela atuação das crianças e adolescentes presentes neste contexto, apresentando-se escorregadias as tentativas de objetificação, abrindo as frestas das possíveis cristalizações teóricas e práticas pelo simples fato de se relacionarem com os adultos. Encontra-se, assim, uma interanimação entre o que é da criança e o que é do adulto, tornando estes mundos comunicáveis, fragilizando a dicotomia moderna e permitindo observar comoprofissionais, crianças e adolescentes, compõem um contexto repleto de nós, emaranhados, sujeitos simultaneamente objetos, produzindo-se por meio de relações plurais, cotidianas, que só passaram a oferecer detalhes, diferenças e controvérsias a partir do exercício antropológico de estranhamento que funcionou como bússola para o percurso desta pesquisa.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/19112
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Antropologia

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