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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16995
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Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | POTENGY, Gisélia | - |
| dc.contributor.author | MELO, Zélia Maria de | - |
| dc.date.accessioned | 2016-05-25T17:05:12Z | - |
| dc.date.available | 2016-05-25T17:05:12Z | - |
| dc.date.issued | 1991 | - |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16995 | - |
| dc.description.abstract | Objetivamos no nosso estudo de caso a compreensão de violência instituída e legitimada na Instituição prisional Presídio Professor Aníbal Bruno. Analisamos a organização social e constatamos que a instituição está estruturada para aniquilar o preso e não para reeduca-lo e reintregá-lo ao convívio social. Através do método da observação participante e entrevistas semi-estruturadas, envolvendo o preso e todos os outros segmentos hierárquicos, comprovamos que o sistema está montado de forma para contribuir cada vez mais com a violência. A instituição esta inserida nos pressupostos da relação da violência, utilizando os mesmos mecanismos que são responsáveis pela vinda dos desviantes. A violência dos presos versus violência institucional é autorizada e legitimada pelo sistema de poder, sendo que os desviantes são punidos,espancados, torturados e até legitimados a morrerem, ao passo que a Instituição é aplaudida, por falar em nome da ordem, disciplina e segurança social. No entanto, os presos utilizam a mesma linguagem instituída pelo sistema. A violência da prisão é reforçada pelo sistema de controle totalizador, que,em decorrência desse controle, aumenta o comportamento desviante, fortalecendo a deteriorização da identidade social. A Instituição prisional também é considerada desviante. Preso e Instituição, ambos desviantes, sendo que o sistema legitima a violência, movimentos instituídos por grupos de dominação. Constatamos que o P.P.A.B reforça o estigma do "nocivo" e "irrecuperável" e abre espaço para a violência, como estratégia de sobrevivência dentro da Instituição,matar para não morrer, ou a própria morte simbolizada como categoria individual e coletiva. A organização social do P.P.A.B utiliza a representação simbólica da tortura, terror e morte em nome da ordem e segurança social. A partir dessas construções buscamos uma compreensão mais abrangente para a questão da violência na prisão, muito embora o P.P.A.B sendo uma unidade prisional única é ao mesmo tempo universal, tendo em vista os duplos movimentos: ser única, por ser nomeada P.P.A.B; universal, por conviver com as contradições, linguagem reveladora do aniquilamento e postulado formal da reeducação e retorno do indivíduo ao coletivo. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal de Pernambuco | pt_BR |
| dc.rights | openAccess | pt_BR |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | * |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | * |
| dc.subject | Bandidos | pt_BR |
| dc.subject | Mocinhos | pt_BR |
| dc.subject | Violência | pt_BR |
| dc.title | Bandidos e mocinhos | pt_BR |
| dc.type | masterThesis | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFPE | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.degree.level | mestrado | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pos Graduacao em Antropologia | pt_BR |
| Appears in Collections: | Dissertações de Mestrado - Antropologia | |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 39M528b Dissertação.pdf | 10.12 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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