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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16731
Title: O camponês e a construção da educação do campo: uma análise crítica do Pro Jovem Campo - saberes da terra
Authors: SILVA, Ana Claudia Pessôa da
Keywords: Educação rural;Educação - Estado;Movimentos sociais;UFPE - Pós-graduação
Issue Date: 29-Oct-2014
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Abstract: Esta pesquisa tem como objetivo analisar as contradições do ProJovem Campo: Saberes da Terra, buscando compreender a participação da classe camponesa, por meio dos movimentos sociais do campo (MSC) na construção das políticas públicas de educação para o campo a partir das relações desses sujeitos no Estado brasileiro. O referencial teórico no qual se fundamentou a pesquisa foi o método histórico dialético como teoria do conhecimento, na forma como este se desenvolve no interior da Educação do Campo, construindo uma interface com elementos da Educação Popular sistematizada por Freire, em cuja pedagogia, as noções de “trabalho e de cultura” se realizam no próprio processo de tomada de consciência; tendo o diálogo, a democracia e a busca da libertação como expressões dessa pedagogia. Dialoga-se também com a Pedagogia do Movimento, nascida no interior de MSC, em especial o MST. Essa pedagogia, tomando o movimento da realidade, a práxis, a experiência vivida, as ações e os gestos, como centralidade da vida humana, nos processos culturais e educativos, reafirma o peso formativo dos processos sociais. A análise de documentos foi o instrumento metodológico central utilizado. No intuito de apropriar-se do programa em questão e dos contextos que o criou, elegem-se para análise os seguintes documentos Diretrizes operacionais para as escolas de educação básica do campo, o documento-Base do ProJovem Campo – Saberes da Terra e o Percurso formativo do PJCST. Aplicaram-se ainda cinco entrevistas como forma de ampliar o olhar sobre o objeto. A escolha dos sujeitos entrevistados teve como critérios: terem participado do referido programa, representarem sujeitos de distintas funções e diversos espaços no programa, bem como que respeitasse a equidade de gênero. As análises afirmam a presença dos MSC em relação às transformações na educação no meio rural e reafirmam o pressuposto de que a escola não é o único instrumento ou espaço educativo da sociedade; no entanto, a instituição escola representa um acúmulo de conhecimentos e experiências aos quais os camponeses têm direito. Nesse sentido, as tensões materializadas em conflitos entre MSC e Estado explicitam contradições fundamentais na ação do Estado capitalista no desenvolvimento de suas políticas, ao passo que se tornam expressões pedagógicas da luta contra-hegemônica. As contradições no interior desse programa educacional voltado para jovens e adultos do campo chegam a seu ápice pela forma emblemática como é concluído (interrompido), com a decisão do governo federal, que desconsiderou toda a mobilização e os processos construídos em sua trajetória. Isso fechou um canal de diálogo, de participação que os MSC vinham construindo na esfera da disputa por políticas públicas de educação.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16731
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Educação

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