Fragmentação e erística na Escola do Recife: uma leitura retórica da filosofia de Tobias Barreto

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dc.contributor.advisor ADEODATO, João Maurício Leitão
dc.contributor.author HORA, Graziela Bacchi pt_BR
dc.date.accessioned 2014-06-12T17:16:09Z
dc.date.available 2014-06-12T17:16:09Z
dc.date.issued 2010-01-31 pt_BR
dc.identifier.citation Bacchi Hora, Graziela; Maurício Leitão Adeodato, João. Fragmentação e erística na Escola do Recife: uma leitura retórica da filosofia de Tobias Barreto. 2010. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Direito, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2010. pt_BR
dc.identifier.uri http://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3714
dc.description.abstract A presente pesquisa pretende apresentar uma compreensão da obra de Tobias Barreto de Menezes a partir dos elementos do convencimento desenvolvidos pela retórica clássica. A qualidade polemista e critica é associada à erística, arte da disputa, e serve como medida para a interpretação de Tobias Barreto. A antinomia apontada na obra do líder mais expressivo da Escola do Recife entre naturalismo e culturalismo, considerando-se a mais saliente dentre seus posicionamentos sempre cambiantes seria típica de uma abordagem retórica e relativista, bem delineada pela doutrina dos dissoi logoi atribuída a Protágoras. A qualidade fragmentária da produção de Tobias Barreto é explorada como qualidade sofística, o que não representa demérito, mas tão-somente o resultado de seu momento histórico de vanguarda, e do anti-dogmatismo que acompanha sua trajetória intelectual, associados à necessidade de formação autêntica da identidade nacional, conforme se propõe. A partir da apresentação dos elementos fundadores da retórica, ethos pathos e logos, relacionados às características da obra de Tobias Barreto, oferecese uma interpretação em conexão com a situação de guinada em que se encontrava o Nordeste do século XIX, obrigado a derrubar tradições da assucarocracia , na expressão de Tobias Barreto. A qualidade de veiculo para a divulgação e incorporação critica das inovações culturais e cientificas é ressaltada. A resistência à hipótese de se considerar Tobias Barreto como um autor retórico, por força de uma visão parcial de sua obra, que o reduza a defensor de algum sistema especifico e acabado, ou mesmo da ciência empírica, é diluída ao longo do trabalho na medida em que se esclarecem as contribuições das técnicas retóricas para a compreensão de sua obra não afeita à construção de sistemas logicamente coerentes. A novidade implicada no contato entre ciência empírica e filosofia, bem como na substituição da imitação da tradição européia pela absorção do espírito critico, que Tobias vislumbrara estar presente na produção intelectual alemã, delineiam a ocasião para o discurso emocional e justificam a batalha verbal entre os diversos sistemas filosóficos e arranjos científicos. Condições do ethos pessoal de Tobias são problematizadas no sentido de reforçar o vínculo entre a sua produção e as pressões sociais que o rodearam. A dimensão histórica é considerada relevante para a pesquisa porque permite a ambientação da produção de Tobias Barreto, como também porque delineia o desenvolvimento dos elementos da retórica quanto a sua valorização no discurso pt_BR
dc.language.iso pt_BR pt_BR
dc.publisher Universidade Federal de Pernambuco pt_BR
dc.subject Retórica pt_BR
dc.subject Tobias Barreto pt_BR
dc.subject Erística pt_BR
dc.title Fragmentação e erística na Escola do Recife: uma leitura retórica da filosofia de Tobias Barreto pt_BR
dc.type Tese pt_BR


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